Rio de Janeiro, 20 de Agosto de 2026

Ferramenta de 'verificação de segurança' do Facebook falha após explosão no Paquistão

O Facebook se desculpou com usuários do outro lado do mundo que receberam mensagens perguntando se estavam seguros após um ataque a bomba ocorrido no Paquistão

Segunda, 28 de Março de 2016 às 08:44, por: CdB

 

As notificações mais comuns mostraram nas telas de computadores e dispositivos móveis que a explosão ocorreu em Lahore, no Paquistão

  Por Redação, com Reuters - de Lahore/Nova York:   O Facebook se desculpou com usuários do outro lado do mundo que receberam mensagens perguntando se estavam seguros após um ataque a bomba ocorrido no Paquistão, no domingo. Usuários do Facebook nos Estados Unidos, por exemplo, mostraram as notificações que receberam da rede social no Twitter.
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As notificações mais comuns mostraram nas telas de computadores e dispositivos móveis que a explosão ocorreu em Lahore, no Paquistão
– Infelizmente, muitas pessoas não afetadas pela crise receberam mensagens perguntando se elas estavam bem – disse o Facebook em mensagem em seu site. "Este tipo de erro é contra o intuito do produto... Nos desculpamos a qualquer um que, por engano, tenha recebido o alerta." Algumas notificações vieram na forma de mensagens de texto em celulares, perguntando: "você foi afetado pela explosão?", sem dar nenhuma indicação sobre onde ela ocorreu. As notificações mais comuns mostraram nas telas de computadores e dispositivos móveis que a explosão ocorreu em Lahore, no Paquistão. O ataque, promovido por um suicida em um estacionamento, matou ao menos 70 pessoas, mulheres e crianças na maioria. Em novembro, horas depois de explosões ocorridas na Nigéria, o Facebook ativou a ferramenta depois que críticos afirmaram que a rede social estava sendo seletiva sobre sua utilização. Poucos dias antes dessas explosões, o Facebook tinha usado a ferramenta após ataques promovidos em Paris, mas não depois de ataques suicidas em Beirute.

Microsoft

A Microsoft está "profundamente arrependida" pelas mensagens racistas e sexistas publicadas no Twitter por um sistema automático lançado pela empresa na semana passada, afirmou a companhia em uma nota oficial. O sistema, conhecido como "Tay", foi projetado para se tornar mais inteligentes conforme os usuários interagem com ele. Em vez disso, o sistema rapidamente aprendeu uma série de expressões antisemitas e de ódio enviadas por usuários do Twitter, forçando a Microsoft a desligá-lo na quinta-feira. Após o problema, a Microsoft afirmou que vai reativar o Tay apenas se seus engenheiros puderem encontrar uma maneira de impedir que internautas influenciem o sistema de forma que possa agir contra os princípios e valores da companhia. – Estamos profundamente arrependidos sobre os tuítes ofensivos de Tay, que não representam quem nós somos ou o que defendemos, nem como nós projetamos o Tay – disse Peter Lee, vice-presidente de pesquisa da Microsoft. A companhia criou o sistema como um experimento para aprender mais sobre como programas de inteligência artificial podem interagir com internautas em uma conversa casual. O projeto foi concebido para interagir e "aprender" com jovens. Tay foi ativado no Twitter na quarta-feira, publicando uma série de tuítes inofensivos. A partir daí, o sistema deu uma virada. Em um exemplo, Tay enviou a mensagem: "feminismo é câncer", em resposta a outro usuártio do site de microblogs que tinha publicado a mesma mensagem.    
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