Ferramenta de 'verificação de segurança' do Facebook falha após explosão no Paquistão
O Facebook se desculpou com usuários do outro lado do mundo que receberam mensagens perguntando se estavam seguros após um ataque a bomba ocorrido no Paquistão
As notificações mais comuns mostraram nas telas de computadores e dispositivos móveis que a explosão ocorreu em Lahore, no Paquistão
Por Redação, com Reuters - de Lahore/Nova York:O Facebook se desculpou com usuários do outro lado do mundo que receberam mensagens perguntando se estavam seguros após um ataque a bomba ocorrido no Paquistão, no domingo.
Usuários do Facebook nos Estados Unidos, por exemplo, mostraram as notificações que receberam da rede social no Twitter.
As notificações mais comuns mostraram nas telas de computadores e dispositivos móveis que a explosão ocorreu em Lahore, no Paquistão
– Infelizmente, muitas pessoas não afetadas pela crise receberam mensagens perguntando se elas estavam bem – disse o Facebook em mensagem em seu site. "Este tipo de erro é contra o intuito do produto... Nos desculpamos a qualquer um que, por engano, tenha recebido o alerta."
Algumas notificações vieram na forma de mensagens de texto em celulares, perguntando: "você foi afetado pela explosão?", sem dar nenhuma indicação sobre onde ela ocorreu.
As notificações mais comuns mostraram nas telas de computadores e dispositivos móveis que a explosão ocorreu em Lahore, no Paquistão. O ataque, promovido por um suicida em um estacionamento, matou ao menos 70 pessoas, mulheres e crianças na maioria.
Em novembro, horas depois de explosões ocorridas na Nigéria, o Facebook ativou a ferramenta depois que críticos afirmaram que a rede social estava sendo seletiva sobre sua utilização. Poucos dias antes dessas explosões, o Facebook tinha usado a ferramenta após ataques promovidos em Paris, mas não depois de ataques suicidas em Beirute.
Microsoft
A Microsoft está "profundamente arrependida" pelas mensagens racistas e sexistas publicadas no Twitter por um sistema automático lançado pela empresa na semana passada, afirmou a companhia em uma nota oficial.
O sistema, conhecido como "Tay", foi projetado para se tornar mais inteligentes conforme os usuários interagem com ele. Em vez disso, o sistema rapidamente aprendeu uma série de expressões antisemitas e de ódio enviadas por usuários do Twitter, forçando a Microsoft a desligá-lo na quinta-feira.
Após o problema, a Microsoft afirmou que vai reativar o Tay apenas se seus engenheiros puderem encontrar uma maneira de impedir que internautas influenciem o sistema de forma que possa agir contra os princípios e valores da companhia.
– Estamos profundamente arrependidos sobre os tuítes ofensivos de Tay, que não representam quem nós somos ou o que defendemos, nem como nós projetamos o Tay – disse Peter Lee, vice-presidente de pesquisa da Microsoft.
A companhia criou o sistema como um experimento para aprender mais sobre como programas de inteligência artificial podem interagir com internautas em uma conversa casual. O projeto foi concebido para interagir e "aprender" com jovens.
Tay foi ativado no Twitter na quarta-feira, publicando uma série de tuítes inofensivos. A partir daí, o sistema deu uma virada.
Em um exemplo, Tay enviou a mensagem: "feminismo é câncer", em resposta a outro usuártio do site de microblogs que tinha publicado a mesma mensagem.
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