Executivos tentam abandonar o pessimismo quanto ao futuro do bloco europeu
28/8/2011 15:30, Por Redação, com agências internacionais - de Berlim
A zona do euro pode dar conta de sua crise nos próximos anos se os países da região colocarem suas contas em ordem, disse o chefe do fundo de resgate do bloco à revista Der Spiegel. Ele criticou os alemães de serem pessimistas demais sobre os prognósticos para a região.
– Há uma boa razão para esperar que a crise esteja terminada em dois ou três anos – afirmou Klaus Regling, chefe do Fundo Europeu para a Estabilidade Financeira (EFSF, pela sigla em inglês), de acordo com uma versão prévia da revista alemã.
Para isso, os membros do bloco devem continuar a implementar reformas com vistas a controlar seus orçamentos, disse. Ele rejeitou a ideia de que a zona do euro poderia ruir. Tanto países fortes quanto os mais fracos têm interesses coletivos em vê-la sobreviver, indicou.
– O risco de que o euro seja descartado, de qualquer ângulo, é zero – afirmou, criticando a atual “histeria” na Alemanha sobre o assunto.
Sem inflação
Outro executivo na área econômica também segue otimista quanto ao futuro do bloco europeu. Para Ewald Nowotny, membro do conselho do Banco Central Europeu, em declarações à agência de notícias financeiras Bloomberg, “não há razões para pensar que as expectativas de inflação aumentaram na Europa”. Seus comentários sugerem que o BCE possa manter as taxas no mesmo nível depois dos aumentos anteriores deste ano. O banco central deixou as taxas intactas este mês.
“O que vemos é que as expectativas de inflação são estáveis”, disse Nowotny, num artigo publicado na noite de sábado.
“Pelo momento, considerando os preços do petróleo e a demanda geral, não vejo temas específicos que possam contribuir para uma alta nos prognósticos de inflação”, assegurou.
Ele disse também que a perspectiva de crescimento para a zona do euro está “intacta” e que ela daria uma sólida base para o ano seguinte.
“Se houver inclusive uma desaceleração, isso não significaria que haverá uma recessão”, afirmou.
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