Estados Unidos aprovam exploração de petróleo no Ártico
O governo dos Estados Unidos anunciou a liberação de uma autorização para que o grupo energético anglo-holandês Shell possa explorar petróleo no oceano Ártico.
Por Redação, com agências internacionais - de Washington, EUA:
O governo dos Estados Unidos anunciou a liberação de uma autorização para que o grupo energético anglo-holandês Shell possa explorar petróleo no oceano Ártico.
A exploração será feita na costa nordeste do Alasca, numa área intocada há mais de duas décadas. A permissão foi obtida depois de a companhia apresentar um equipamento capaz de controlar possíveis vazamentos.
Grupo Shell obteve autorização do governo americano para perfurar o mar de Chukchi, no Alasca, depois de apresentar equipamento de contenção de vazamentos
O Escritório de Segurança e Cumprimento Ambiental (BSEE, na sigla em inglês), do Departamento do Interior dos EUA, tinha permitido que a Shell começasse a perfurar o mar de Chukchi em apenas duas seções devido à falta de equipamentos adequados.
As licenças de exploração foram obtidas pela Shell durante a administração do ex-presidente George W. Bush. "As atividades desenvolvidas no mar do Alasca são realizadas sob os mais altos padrões de segurança, proteção ambiental e emergência", afirmou em comunicado o diretor da agência, Brian Salerno.
Grupos ambientalistas como o Greenpeace têm criticado os planos da Shell no Ártico e já realizaram diversos protestos. As entidades alegam que a área não é apenas refúgio de espécies de baleias, morsas e ursos polares, mas também de povos nativos, que sofreriam com a exploração do local.
O Serviço Geológico dos EUA estima que a região do Ártico tenha uma reserva de 26 bilhões de barris de petróleo. A Shell pretende perfurar dois poços de exploração até o final de setembro.
Shell no Brasil
No mês passado, a indiana Mangalore Refinery and Petrochemicals (MRPL) fez a sua primeira compra de petróleo do campo de Ostra, no Brasil, operado pela anglo-holandesa Shell, via leilão, disseram à agência inglesa de notícias Reuters fontes do mercado com conhecimento do negócio.
A companhia comprou uma carga de 900 mil barris para entrega na segunda metade de agosto pela Shell, disseram as fontes.
O preço é com um desconto de cerca de US$ 1 com base na cotação do Brent na entrega, informou uma das fontes.
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