Mais de 300 civis sírios faltaram à fábrica de cimento de Badiyah depois de ataque do Estado Islâmico
Por Redação, com Sputnik Brasil - de Beirute: O grupo terrorista Estado Islâmico assassinou 175 operários de fábricas de cimento que tinham sido capturados nos arredores do noroeste de Damasco, informou nesta sexta-feira à agência inglesa de notícias Reuters. As fontes da agência russa de notícias Sputnik disseram que estão praticamente seguras que a execução em massa teve lugar.– A empresa informou os oficiais que mais de 300 operários e contratantes têm sido sequestrados pelos militantes do Estado Islâmico – a fonte militar disse à agência.
A fábrica fica fora de Dmeir, a distância de 50 km da capital síria de Damasco.Ataques na Síria
Grupos terroristas que atuam no território da Síria estão preparando ataques de grande escala na província síria de Aleppo. A informação foi divulgada pelo porta-voz do Ministério da Defesa russo, general Igor Konashenkov. – Quase diariamente o Centro Russo para a Reconciliação recebe informações sobre a chegada de novos grupos terroristas a Aleppo, algo que evidencia que estão sendo preparados ataques em grande escala nesta província – disse ele. Segundo ele, grupos da oposição ficaram sob o comando do grupo terrorista "Dzhebhat en-Nusra" (proibido na Federação Russa) e participam das provocações com militantes na Síria. A guerra civil no país, iniciada em março de 2011 e que resultou em mais de 4 de milhões de pessoas refugiadas e desalojadas, além de um número de mortos que, para organismos como a ONU, atinge 250 mil. No quadro deste conflito sangrento o governo do país luta contra facções de oposição e contra grupos islamistas radicais como o Daesh (também conhecido como “Estado Islâmico”) e a Frente al-Nusra.ONU
Os países que bloqueiam o projeto da Rússia sobre a Síria no Conselho de Segurança da ONU, tentam frear o diálogo de paz, disse Assessor do Ministro da Reconciliação Nacional da Síria, Ahmad Munir Muhammad.
Rússia apresentou ao Conselho de Segurança da ONU um projeto de declaração para imprensa, que encorajava garantir o caráter mais representativo possível do diálogo sobre a Síria na próxima rodada de negociações em Genebra. No entanto, o texto foi bloqueado pelos representantes dos países Ocidentais.
– Os países europeus bloquearam o projeto russo nas Nações Unidas por este atrair os curdos para o diálogo, dando-lhes um obstáculo – disse o assessor do ministro.
Ele observou que a decisão afeta toda a solução política e é uma tentativa de arrastar o país para as ações militares.
As negociações entre as partes envolvidas no conflito na Síria foram retomadas no dia 14 de março e ocorrem em Genebra. Ainda não aconteceram negociações diretas entre as delegações do governo e da oposição do país. A ONU confirmou que a próxima rodada das negociações terá início em 11 de abril.