Em cinco anos, Prefeitura reassentou quase 2, 9 mil famílias que moravam em área de risco
3/2/2012 12:03, Por Prefeitura de Campo Grande
Habitação -Sexta-Feira 03 de Fevereiro de 2012
Em cinco anos, Prefeitura reassentou quase 2, 9 mil famílias que moravam em área de risco
Foto:Casimiro Silva
Edna Bonifácio comemora a nova condição de moradia
Nos últimos cinco anos, a Prefeitura de Campo Grande reassentou 2.852 famílias que moravam em áreas de risco (áreas ribeirinhas aos córregos Cabaças, Lagoa, Imbirussu/Serradinho e Bandeiras), nas favelas Cidade de Deus e Nossa Senhora Aparecida, além do Taquaral. O projeto terá continuidade com a construção de 482 casas na Moreninha IV, que atenderão as famílias do entorno do Bálsamo e da favela da Alta Tensão e 313 na região do Segredo, destinadas aos moradores de dois dos núcleos de favela, um perto do conjunto Estrela do Sul (a Portelinha) e outro na região do Taquaral.
Quem deixou a precariedade de morar num barraco e hoje tem sua casanum bairro com toda infraestrutura garante que isto representou um salto de qualidade nas suas vidas. “Foram mais de 10 anos de dificuldades, morando embaixo de um barraco, tendo água e luz só com “gambiarra”. O dono da área aparecendo vez ou outra nos ameaçando com despejo”, relata dona Maria Parsiana, um das 129 moradores da Favela Nossa Senhora Aparecida, na Coophasul, que recebeu casa no conjunto Ronaldo Tenuta, entregue com toda infraestrutura (água, energia elétrica, drenagem, esgoto, pavimentação e até equipamento para energia solar). “Pago R$ 50,00 de prestação e mais R$ 100,00 de água e luz”, conta dona Maria que há dois meses mudou para a casa que fica na Rua Ângelo Marciano. Ela revela os planos de melhorias do imóvel: “fazer uma varanda e murar o terreno que é de esquina”.
Outra moradora da favela que hoje se orgulha de ter uma casa, é Edna Bonifácio, mãe de quatro filhos (o mais velho tem seis anos) “Meus filhos não sabiam o que era morar numa casa de tijolo, com banheiro arrumadinho”, conta. O maior reassentamento deste período foi no Jardim Aeroporto, onde a prefeitura literalmente construiu um bairro inteiro (850 casas, asfalto, água, luz, escola, unidade básica, centro de educação infantil) e destinou às famílias que sofriam com as enchentes às margens do Imbirussu na Vila Popular.
Segundo o diretor presidente da Agência Municipal de Habitação, Paulo Matos até dezembro será a vez dos moradores da Favela Portelinha, no Estrela do Sul, deixarem os barracos para entrar em suas casas. Segundo a presidente da associação dos moradores, Mariluce Oliveira, nos cinco anos em que mora no local, conviveu com problemas de enchentes. “Todos aqui sofrem com a chuva. E olha que são 150 famílias”, conta.
Além da enxurrada, as cheias do Córrego Segredo levam animais peçonhentos para dentro dos barracos. O prefeito Nelson Trad Filho lembra que esta política de retirada das famílias de áreas risco evitou que houvesse desabrigados em função da últimas chuvas.
Reassentamentos
2006 – 110 famílias
2007 – 1254 famílias
2008 – 105 famílias
2009- 489 famílias
2010 – 284 famílias
2011 – 610 famílias
Total – 2.852
Fonte/Autor: Flávio Paes DRT/MS 07
Matérias Relacionadas:
- Em cinco anos, Prefeitura reassentou quase 2, 9 mil famílias que moravam em área de risco
- Em cinco anos, Prefeitura reassentou quase 2, 9 mil famílias que moravam em área de risco
- Ex-moradores do Pinheirinho ocupam casas abandonadas em área de risco de bairro de São José dos Campos
- Proposta da Prefeitura é atender mil famílias do bairro
- Fumas segue com remoções em áreas de risco
