Rio de Janeiro, 21 de Agosto de 2026

EI faz apelo por ataques na Alemanha, diz grupo

O Estado Islâmico postou fotos na Internet conclamando os muçulmanos da Alemanha para realizarem ataques no país similares aos ocorridos na Bélgica

Quinta, 31 de Março de 2016 às 09:01, por: CdB

 

A Europa ocidental está sob alerta alto de segurança depois dos ataques da semana passada realizados pelo Estado Islâmico na capital belga

  Por Redação, com Reuters - de Berlim/Beirute:   O Estado Islâmico postou fotos na Internet conclamando os muçulmanos da Alemanha para realizarem ataques no país similares aos ocorridos na Bélgica, indicando como alvos o gabinete da chanceler Angela Merkel e aeroportos de Colônia e Bonn, informou o grupo de inteligência Site. A Europa ocidental está sob alerta alto de segurança depois dos ataques da semana passada realizados pelo Estado Islâmico na capital belga, que deixaram 32 mortos.
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A Europa ocidental está sob alerta alto de segurança
As imagens e gráficos do Estado Islâmico, amplamente divulgados pela mídia da Alemanha nesta quinta-feira, incluem slogans em alemão incitando os muçulmanos a cometer atos de violência contra o "inimigo de Alá". O setor da polícia alemã responsável por monitorar militantes suspeitos com passaporte alemão provenientes do Iraque e Síria afirmou saber das imagens, mas disse que a sua publicação não demandava medidas extras de segurança.

Novo governo na Síria

O presidente da Síria, Bashar al-Assad, disse que não seria difícil formar um novo governo na Síria com figuras da oposição, mas seus adversários responderam na quarta-feira que nenhum gabinete seria legítimo enquanto ele estiver no poder. Segundo a agência de notícias russa RIA, Assad, fortalecido pela vitória militar na cidade desértica de Palmira, disse que o rascunho de uma nova constituição poderia ficar pronto em semanas e que se poderia negociar um governo que inclua opositores, independentes e legalistas. Se por um lado a distribuição de ministérios e outros assuntos técnicos teriam que ser discutidos nas conversas de paz em Genebra, que serão retomadas no mês que vem, por outro "estas não são questões difíceis", afirmou Assad. Negociadores da oposição repudiaram de imediato os comentários do líder sírio, dizendo que um pacto político só pode ser obtido se estabelecendo um organismo de transição com plenos poderes, e não um governo subordinado a Assad. – O governo, seja novo ou velho, se contar com a presença de Bashar al-Assad, não é parte do processo político – disse George Sabra, do Alto Comitê de Negociações. "Isso de que Bashar al-Assad fala não tem relação com o processo político". A crise síria irrompeu cinco anos atrás com manifestações contra Assad que foram reprimidas pela força. O conflito desandou em uma guerra civil de cinco anos que já matou mais de 250 mil pessoas, ajudou o Estado Islâmico a estabelecer um auto-proclamado califado em partes do país e do vizinho Iraque e levou quase 5 milhões de pessoas a buscar refúgio no exterior. Assad afirmou à RIA que a guerra custou mais de US$ 200 bilhões de perdas econômicas e danos à infraestrutura síria. A recaptura de Palmira e de seu aeroporto militar no centro do deserto sírio abriu caminho para investidas contra os bastiões do Estado Islâmico nas províncias de Deir al-Zor e Raqqa, no leste.    
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