Rio de Janeiro, 18 de Agosto de 2026

EI está perdendo território na Síria e no Iraque, dizem EUA

O Estado Islâmico não ganhou terreno de forma significativa desde que tomou a cidade iraquiana de Ramadi um ano atrás, que os militantes perderam em dezembro

Segunda, 16 de Maio de 2016 às 07:21, por: CdB

O Estado Islâmico controla as cidades de Mosul no Iraque e Raqqa na Síria e está se mostrando uma ameaça poderosa no exterior

  Por Redação, com Reuters - de Amã/Áden:   O Estado Islâmico não ganhou terreno de forma significativa desde que tomou a cidade iraquiana de Ramadi um ano atrás, que os militantes perderam em dezembro, porque a coalizão liderada pelos Estados Unidos no Iraque e na Síria tem sido auxiliada por uma inteligência melhor e forças locais mais bem equipadas, disse uma autoridade de alto escalão dos EUA no domingo.
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O Estado Islâmico "está encolhendo, por isso está bastante na defensiva", afirmou Brett McGurk
O Estado Islâmico "está encolhendo, por isso está bastante na defensiva", afirmou Brett McGurk, enviado especial do presidente norte-americano, Barack Obama, para a luta contra o grupo sunita radical em uma coletiva de imprensa em Amã. O Estado Islâmico controla as cidades de Mosul no Iraque e Raqqa na Síria e está se mostrando uma ameaça poderosa no exterior, tendo assumido a responsabilidade de grandes ataques, como o de Paris em novembro e o de Bruxelas em março. McGurk disse que os esforços da coalizão para capturar Mosul e Raqqa estão tendo progresso. – Estamos realizando ataques cirúrgicos em Mosul quase todos os dias – acrescentou. "Existe uma pressão sincronizada e constante". O enviado especial citou uma operação recente na qual a coalizão localizou e atacou depósitos de dinheiro do Estado Islâmico em Mosul e "levou centenas de milhões de dólares de seus cofres". Isso levou a uma escassez de fundos que obrigou os militantes a cortar os salários de seus combatentes pela metade. McGurk não informou quando a operação ocorreu. O nervosismo do grupo extremista ficou claro com as execuções públicas recentes na principal praça da cidade e com a interrupção generalizada dos serviços de Internet em Mosul, segundo McGurk. Em Raqqa, ele disse que inteligência valiosa coletada de um grande arquivo de dados e informações obtidas pelas forças especiais dos EUA em uma operação no leste da Síria no ano passado permitiu à coalizão visar os militantes com mais precisão. – Nas próximas semanas e nos próximos meses começaremos uma campanha de pressão em Raqqa em todos os seus aspectos – disse McGurk. A decisão tomada por Obama no mês passado de aumentar o número de forças especiais no norte da Síria, a maior expansão de tropas terrestres dos EUA desde o início da guerra civil, irá ajudar a acelerar os avanços recentes das forças locais com apoio norte-americano, afirmou McGurk. Ele mencionou a perda dos militantes da cidade estratégica de Shadadi, no nordeste da Síria, em fevereiro para as Forças Democráticas da Síria, que têm apoio de Washington e são formadas por combatentes curdos e árabes.

Homem-bomba

Um homem-bomba matou pelo menos 25 novos recrutas dentro de um complexo policial na cidade de Mukalla, ao sul do Iêmen, no domingo, em um ataque reivindicado pelo Estado Islâmico, disseram fontes médicas e de segurança. As vítimas faziam fila para se registrar quando a bomba, que feriu outros 25, disparou, segundo as fontes. Foi a segunda explosão fatal em quatro dias a atingir a cidade, centro da al Qaeda antes de o grupo ter sido expulso no mês passado em uma ofensiva por tropas iemenitas apoiadas por uma coalizão liderada pela Arábia Saudita. Em mensagem em sua agência de notícias online Amaq, o Estado Islâmico disse que o homem-bomba de domingo era um "caçador de martírios" que havia detonado seu cinto explosivo. Segundo a mensagem cerca de 40 morreram no ataque. O diretor de segurança da cidade, Mubarak al-Awthaban, que estava em um escritório próximo quando o homem-bomba atingiu o campo de Fowa, em Mukalla, sobreviveu, de acordo com as fontes de segurança. Antes de serem expulsos, os militantes da al Qaeda tiraram vantagem da guerra de mais de um ano entre os houthis, aliados do Irã, e os apoiadores do presidente Abd-Rabbu Mansour Hadi, apoiado pela Arábia Saudita, para esculpirem um mini-Estado que se estende por grande parte da costa sul, incluindo Mukalla.

Ataque

Atentados reivindicados pelo Estado Islâmico contra uma fábrica de gás de cozinha estatal na periferia norte de Bagdá matou pelo menos 11 pessoas no domingo, incluindo policiais, e feriu outras 21, disseram fontes policiais.

Um carro-bomba explodiu na entrada da instalação em Taji por volta das 6h, permitindo que outro veículo que transportava pelo menos seis agressores com coletes explosivos entrasse na fábrica, onde eles confrontaram forças de segurança, segundo as fontes.

Um porta-voz do Comando de Operações de Bagdá disse que três locais de armazenagem de gás da instalação foram incendiados em meio à violência, antes que as forças de segurança pudessem deixar a situação sob controle.

Um funcionário da fábrica que vive nas proximidades disse que, após ouvir uma forte explosão, viu chamas e fumaça preta vindo de dentro da fábrica.

Dezenas de policiais e veículos do Exército correram para o local, onde um tiroteio durou cerca de uma hora, afirmou.

Iraque

As autoridades xiitas do Iraque fecharam os escritórios de dois canais de televisão populares entre os iraquianos sunitas e ordenaram que um programa satírico saísse do ar, apertando o controle sobre a mídia num momento em que as tensões políticas crescem em Bagdá.

A repressão, que começou em março, parece ser estimulada por preocupações de que os canais poderiam inflamar rivalidades sectárias, as quais as forças de segurança teriam dificuldade de conter. Mas também aumentam os temores sobre a liberdade de expressão.

A Comissão de Comunicação e Mídia (CMC, na sigla em inglês) fechou o escritório em Badgá da rede pan-arábica Al Jazeera, o canal de TV local Al-Baghdadia e ordenou a interrupção das transmissões do satírico Albasheer Show.

A comissão afirmou que a Al Jazeera e o Albasheer Show, que faz piada com poderosas figuras iraquianas no mesmo espírito que o The Daily Show, nos Estados Unidos, ou o Le Petit Journal, na França, violaram um código de conduta profissional.

A CMC é uma autoridade estatal com a tarefa de implementar políticas de governo. O órgão deu poucos detalhes e recusou pedidos de comentário.

– Eles tinham algumas reservas sobre usarmos o termo ´milícias´, ao nos referirmos ao Hashid Shaabi – disse Waleed Ibrahim, chefe de redação da Al Jazeera no Iraque, em referência à coalizão de grupos paramilitares em sua maioria muçulmanos xiitas formada para combater o Estado Islâmico.

Ele afirmou que a CMC também foi contra opiniões expressas no canal baseado no Catar por convidados de talk shows transmitidos de Doha. "Tentamos explicar que essas são as opiniões dos convidados e não necessariamente as nossas", disse ele.

Al-Baghdadia, canal de televisão do empresário iraquiano Awn al-Khashlok e que possui programação popular entre a minoria sunita, foi fechado em março. Comunicado da CMC dizia que o canal não tinha a autorização devida.

 
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