O dólar avançava mais de 1% frente ao real nesta sexta-feira, pressionado pela intensa atuação do Banco Central, enquanto o bom humor imperava na última sessão antes da votação do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados.
O BC reagiu reforçando sua intervenção no câmbio, acelerando muito a redução de seu estoque de swaps cambiais tradicionais, equivalentes a compra futura de dólares
Por Redação, com Reuters - de São Paulo:
O dólar avançava mais de 1% frente ao real nesta sexta-feira, pressionado pela intensa atuação do Banco Central, enquanto o bom humor imperava na última sessão antes da votação do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados.
Às 10:29, o dólar avançava 1,34%, a R$ 3,5225 na venda, após atingir R$ 3,5260 na máxima do dia. O dólar futuro subia cerca de 1%.
Às 10:29, o dólar avançava 1,34%, a R$ 3,5225 na venda, após atingir R$ 3,5260 na máxima do dia
- O foco total e completo está na Câmara. O BC pode até moderar o movimento de queda, mas o que vai determinar a tendência do câmbio nas próximas semanas é a política - disse o operador da corretora B&T Marcos Trabbold.
A Câmara dos Deputados vota no domingo a abertura ou não do processo de afastamento da presidente Dilma e expectativas de aprovação vêm exercendo forte pressão de baixa sobre o dólar, sobretudo nos últimos dias. Muitos operadores acreditam que eventual troca de governo poderia trazer de volta a confiança dos investidores na economia brasileira.
O BC reagiu reforçando sua intervenção no câmbio, acelerando muito a redução de seu estoque de swaps cambiais tradicionais, equivalentes a compra futura de dólares.
Nesta sessão, vendeu 80 mil swaps cambiais reversos, que funcionam como compra futura de dólares, todos com vencimento em 1º de julho deste ano. E já anunciou outro leilão de mais até 40 mil contratos, o que levou o dólar às máximas do dia.
Também contribuía para pressionar o câmbio no Brasil o ambiente externo desfavorável, com investidores preferindo estratégias mais defensivas antes da reunião de produtores de petróleo no fim de semana. Poucos esperam que o encontro resulte em acordo para congelar a produção global, levando a commodity a recuar nesta sessão.
- Temos motivos para o dólar subir nesta sexta-feira, mas isso será completamente ofuscado se o impeachment passar na Câmara no fim de semana - disse o operador de uma corretora internacional.
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