Por Redação, com Reuters - de Nova York, EUA:A presidenta Dilma Rousseff admitiu, neste sábado, a preocupação do governo com a alta do dólar, devido às empresas endividadas na moeda norte-americana, mas afirmou que as reservas internacionais do país impedem que haja uma “disruptura” por conta do câmbio.
— O Brasil hoje tem reservas suficientes para que não tenhamos nenhum problema, nenhuma disruptura por conta do dólar — disse Dilma a jornalistas no intervalo de sua participação na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e outros encontros, como a reunião do grupo G4, que reúne Brasil, Alemanha, Índia e Japão.
Dilma falou aos jornalistas durante intervalo da reunião do grupo G4
Além da própria atuação do BC, por meio de leilões de venda de dólares com compromisso de recompra e de novos swaps cambiais, declarações do presidente do banco, Alexandre Tombini, ajudaram a aliviar a pressão de alta do dólar.
— Estamos extremamente preocupados, porque tem empresas endividadas em dólar — continuou a presidente, para concluir que "o governo terá uma posição bem clara e firme como foi essa que o Banco Central teve ao longo do final da semana passada”, numa referência à pesada intervenção do BC no mercado de câmbio nos últimos dias.
Na quinta-feira, Tombini disse que "certamente todos os instrumentos estão à disposição do BC", em resposta a questionamento sobre o uso das reservas cambiais diretamente no mercado de câmbio.
— Em relação às reservas internacionais, são um seguro. Pode e deve ser utilizado — disse ele a jornalistas, em uma aparição surpresa na apresentação do Relatório Trimestral de Inflação.
Depois de encostar nos R$ 4,25, o dólar encerrou a semana abaixo dos R$ 4,00, a R$ 3,9757.
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