Desmate: Amazônia perdeu uma área de 164 km² em agosto

3/10/2011 14:46,  Redação, com ABr - de Brasília

Em 2010, a taxa anual de desmate foi 7.000 km²

Em agosto, a Amazônia perdeu uma área de 164 quilômetros quadrados (km²), segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Em relação a agosto de 2010, houve redução de 38% no ritmo do desmatamento. O número é o menor registrado para um mês de agosto desde o início da série histórica do sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), em 2004. Também houve queda na comparação com julho, quando o Inpe registrou a derrubada de uma área equivalente a 225 km².

– O resultado significa que as ações que foram adotadas de abril para cá – quando houve um pico de desmatamento – como a instalação do gabinete de crise e o envio de fiscais para os estados, tiveram impacto muito grande, porque vêm garantindo redução mensal do desmate –, avaliou nesta segunda-feira o diretor de Políticas de Combate ao Desmatamento do Ministério do Meio Ambiente, Mauro Pires.

De acordo com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, os dados do desmatamento da Amazônia em setembro deverão manter a tendência de queda do ritmo da devastação.

– A avaliação preliminar e a avaliação em campo feitas pelo Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis] sinalizam que o [desmate registrado pelo] Deter de setembro será menor. A tendência de queda deve se manter, os dados são muito positivos –, adiantou.

O Deter, que revela dados mensais, monitora áreas maiores de 25 hectares e serve para orientar a fiscalização ambiental. Além do corte raso (desmatamento total), o sistema registra a degradação progressiva da floresta.

A taxa anual de desmate é calculada por outro sistema, o Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), que é mais preciso, por avaliar áreas menores. Em 2010, a taxa anual foi 7.000 km², segundo dados consolidados pelo Inpe.

A estimativa preliminar, divulgada em novembro de 2010, era 6.451 km². De acordo com o coordenador do programa Amazônia do Inpe, Dalton Valeriano, a diferença de 8,5% entre a estimativa e a consolidação da taxa de desmatamento está dentro da margem de erro.

– Toda estimativa tem uma margem de erro de 10% admitida. Nos últimos quatro ou cinco anos, as estimativas têm ficado aquém do consolidado. Significa que o desmatamento está se pulverizando, novos focos estão aparecendo –, avaliou.

Apesar da correção para cima, a taxa de 2010 ainda é a menor registrada pelo Inpe desde o início da série história do Prodes, em 1988.

Em novembro, o Inpe deve divulgar a nova estimativa de desmatamento anual, com dados para o período entre agosto de 2010 e julho de 2011.


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1 Comentário para “Desmate: Amazônia perdeu uma área de 164 km² em agosto”

  1. José Francisco V. Filho

    Infelizmente, mais uma vez nos deparamos com a questão do desmatamento nesta região e outras pelo Brasil. Enquanto os políticos não levarem a sério em aprovar leis duríssimas que punam esses marginais que destroem nossa riqueza maior, criando uma política real de combate a incendios florestais também, com a aquisição de aviões de grande porte para esse fim, assim como é feito nos países sérios, ficaremos ouvindo com tristeza e frustração tais informações. Não adianta sucatear as forças de defesa civil, como foi visto em noticiário que mostrava incendio em região de mata atlântica em um estado do país, em que os bombeiros combatiam sem meios eficazes ao incendio. E não por culpa deles! Quando a nação ficar parecida com o Saara, talvez pensem em algo sério…

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