Deputado acha que incêndio na hidrelétrica de Jirau foi coisa de profissionais

Diogo XavierA Comissão de Fiscalização Financeira e Controle debateu os fatos ocorridos em Rondônia em março.

O deputado Edio Lopes (PMDB-RR) suspeita que o incêndio ocorrido em março no canteiro de obras da usina hidrelétrica de Jirau, em Rondônia, não tenha sido provocado pelos trabalhadores, mas sim por profissionais. “O incêndio nos parece coisa de profissional e não que aquilo foi feito apenas por uma espontaneidade ou algum movimento natural no seio dos trabalhadores”, disse o parlamentar.

Ele participou, nesta terça-feira, de durante audiência pública da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle para ouvir os representantes do consórcio que está construindo a usina hidrelétrica. “Há um amontoado de questões que o consórcio de empresas insiste em não discutir, em dar apenas fragmentos de informação”, acrescentou o deputado.

Edio Lopes foi um dos oito parlamentares integrantes da comissão externa da Câmara que visitou as obras da hidrelétrica em maio. Os deputados não conseguiram ouvir os representantes do Consórcio Jirau na reunião realizada na Assembleia Legislativa de Porto Velho.

Inquéritos
O representante do Consórcio Jirau, Victor Paranhos, negou que o incêndio tenha sido provocado pela empresa. “Nós estamos esperando o resultado dos inquéritos. Um na Polícia Federal, um na Polícia Civil local e outro nos órgãos de segurança nacional.”

Em relação ao início do funcionamento da hidrelétrica a empresa entregou um cronograma que garante o início do funcionamento da primeira turbina em outubro de 2012, três meses antes do prazo final estipulado no contrato de licitação. Victor Paranhos destacou que a empresa já realizou 110 consórcios com o estado de Rondônia e com o município de Porto Velho para a realização de obras socioambientais no valor de R$ 1,2 bilhão.

Em maio, o Ministério Público realizou 212 autos de infração por irregularidades nas condições de trabalho dentro do canteiro de obras de Jirau, mas os representantes das empresas não se pronunciaram sobre o assunto.

Reportagem – Karla Alessandra/Rádio Câmara
Edição – Newton Araújo