Depois de Belo Monte, a vez do complexo Tapajós na Amazônia
27/7/2011 15:23, Por José Dirceu
É animador que, desatados os nós que entravavam o início das obras da Usina de Belo Monte, o governo já se concentre no setor elétrico na construção de quatro hidrelétricas projetadas para o rio Tapajós (Amazonas/Pará).
Para agilizar o empreendimento, nessa 3ª feira, o governo assinou norma enquadrando-o como projeto estratégico, de interesse público e estruturante, o que lhe confere caráter prioritário e facilidades em termos de licitação e implantação.
Com o enquadramento o governo espera concluir, o quanto antes, o lote de usinas que livra o país de problemas energéticos. As outras usinas estratégicas na Amazônia são: Belo Monte, no rio Xingu (PA); Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira (RO); e Teles Pires, no rio Teles Pires (MT). Juntas, elas terão uma capacidade instalada de cerca de 25,6mil MW (megawatts).
Só o complexo do Tapajós com suas quatro usinas – São Luiz, Jatobá, Jardim do Ouro e Chacorão – terá potência instalada de mais de 6.000 MW (megawatts). A previsão de conclusão do complexo é para a partir de 2015.
A licitação do complexo do Tapajós – considerada como uma sequência natural da usina de Belo Monte – deve concluir o ciclo de concorrências relativas a grandes usinas hidrelétricas no país e dos vultosos empreendimentos do PAC.
Além dessas gigantes, o governo projeta construir usinas menores, auxiliares, que aproveitarão o linhão de transmissão entre os quatro núcleos produtores no Pará, Amazonas e Mato Grosso.
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