Por Redação, com Reuters - de Brasília:
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) afirmou que não comentará denúncias feitas no âmbito da operação Lava Jato, dizendo que já havia desmentido acusação de pagamento de propina em conta na Suíça.
Na véspera, Cunha tuitou negando a informação que teria sido dada à Polícia Federal pelo empresário João Augusto Rezende Henriques, preso por suspeita de envolvimento no esquema de corrupção, de que teria aberto uma conta para pagar propina a Cunha na Suíça.
No Twitter, Cunha negou a informação que teria sido dada à Polícia Federal pelo empresário João Augusto Rezende HenriquesDinheiro do exterior
Em depoimento divulgado nesta segunda-feira, em juízo, o lobista João Augusto Rezende Henriques admite ter repassado de dinheiro de origem suspeita para conta do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), desta vez, no exterior. Henriques responde a processo nas investigações da Operação Lava Jato como lobista do PMDB, na Petrobras.
Henriques disse à Polícia Federal (PF) na última sexta-feira, que fez a transferência sem saber que a conta era do deputado Cunha, mas tomou conhecimento do fato ao ser comunicado, oficialmente, por autoridades suíças. O advogado do contato na diretoria Internacional da Petrobras, José Cláudio Marques Barboza Júnior, Henriques fez o pagamento de “uma comissão” para uma pessoa chamada Felipe Diniz, e este indicou que o valor deveria ser depositado em uma conta no exterior. Mais tarde, Henriques soube que a conta tinha Cunha como beneficiário.
Citado, Felipe Diniz é filho do deputado federal Fernando Diniz (PMDB-MG), que faleceu em 2009. Felipe, segundo a defesa, “teria direito a uma comissão” por participar na aquisição, pela Petrobras de um campo de exploração em Benin, na África. O depoimento de Henriques foi encaminhado pelo juiz Sergio Moro ao Supremo Tribunal Federal (STF), porque Cunha possui direito a foro privilegiado por ser congressista.
Na Suíça, a Procuradoria-Geral da Suíça informou, nesta segunda, que investiga criminalmente João Henriques. Em entrevista a jornalistas, o porta-voz do Ministério Público suíço disse que “procedimentos criminais” foram adotados contra ele. O também lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano, outro nome vinculado ao PMDB na Lava Jato, também é alvo de investigação.
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