Rio de Janeiro, 31 de Agosto de 2026

CPI da Petrobras: publicitário é dispensado pela segunda vez

O publicitário Ricardo Hoffmann, depoente do dia na CPI da Petrobras em Curitiba, foi dispensado após não responder a todas as perguntas dos deputados.

Quarta, 02 de Setembro de 2015 às 08:12, por: CdB
Por Redação, com Agência Câmara - de Curitiba: O publicitário Ricardo Hoffmann, o primeiro depoente do dia na sessão da CPI da Petrobras em Curitiba (PR), foi dispensado depois de se recusar a responder a todas as perguntas dos deputados. É a segunda vez que Hoffmann é convocado a depor, e a segunda vez que fica calado, usando o direito constitucional de não se auto-incriminar.
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O publicitário é acusado de intermediar contratos fraudulentos de publicidade com o Ministério da Saúde
O silêncio irritou os deputados, que questionaram a convocação de Hoffmann. - Temos que chamar só quem está disposto a falar - disse o deputado Ivan Valente (Psol-SP). O mesmo disseram os deputados Delegado Waldir (PSDB-GO) e Aluisio Mendes (PSDC-MA). - Essa convocação é inútil. Ele já veio aqui e não falou nada. Temos que ter mais cuidado com essas convocações - disse Waldir. O presidente da CPI defendeu a convocação de Hoffmann e os trabalhos da comissão, mesmo com a quantidade de pessoas que se recusam a falar em Curitiba. - Nossa obrigação é convocar os depoentes e ouvi-los. A CPI vive dessa persistência. A CPI não vir a Curitiba, não convocar, aí sim deixa de cumprir o seu papel. Não podemos combinar com os russos, temos que ir a campo jogar - disse, se referindo à frase de Garrincha, que perguntou ao técnico Feola, em 1958, se havia combinado com os russos depois de ouvir as orientações do técnico. O publicitário é acusado de intermediar contratos fraudulentos de publicidade com o Ministério da Saúde, com a ajuda do ex-deputado federal André Vargas (PR). Os dois foram presos na Operação Lava Jato. Segundo a denúncia, a agência Borghi/Lowe, que tinhas as contas publicitárias de entidades públicas como a Caixa Econômica Federal e o Ministério da Saúde, teria contratado serviços das empresas E-noise, Luis Portela, Conspiração, Sagaz e Zulu Filmes. Essas empresas, que não estão envolvidas, eram orientadas a realizar pagamentos de comissões de bônus de volume nas contas das empresas Limiar e LSI, controladas por André Vargas e o irmão dele, Leon Vargas. A comissão, segundo a Polícia Federal, era de 10% do contrato com as produtoras. A CPI tenta ouvir o depoimento do empresário Antônio Guimarães Hourneaux de Moura. Ele também disse que vai permanecer em silêncio.
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