Rio de Janeiro, 03 de Setembro de 2026

Confrontos matam membros da Irmandade Muçulmana no Cairo

Seis membros da proscrita Irmandade Muçulmana do Egito foram mortos nesta sexta-feira em confrontos com a polícia perto das pirâmides de Gizé, nos arredores do Cairo, disseram fontes do setor de segurança, no dia em que os egípcios celebram o feriado muçulmano do Eid al-Fitr.

Sexta, 17 de Julho de 2015 às 07:33, por: CdB
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As forças de segurança prenderam 15 membros armados da Irmandade
  Seis membros da proscrita Irmandade Muçulmana do Egito foram mortos nesta sexta-feira em confrontos com a polícia perto das pirâmides de Gizé, nos arredores do Cairo, disseram fontes do setor de segurança, no dia em que os egípcios celebram o feriado muçulmano do Eid al-Fitr. As forças de segurança prenderam 15 membros armados da Irmandade, de acordo com a agência de notícias estatal Mena, que citou uma fonte do Ministério do Interior. A Mena informou ainda que 20 membros da Irmandade foram presos na segunda maior cidade do Egito, Alexandria. A violência irrompeu em vários locais diferentes na área de Gizé, disseram as fontes. Um funcionário do Ministério da Saúde confirmou as mortes. O Exército egípcio derrubou em 2013 o presidente eleito Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana, após protestos em massa contra o governo dele. As forças de segurança, em seguida, reprimiram os partidários da Irmandade, matando centenas de pessoas em protestos de rua e prendendo milhares de outras. Os principais líderes da Irmandade foram condenados à morte em julgamentos em massa. Ataque a embarcação Na quinta-feira, o braço do Estado Islâmico no Egito declarou que disparou um foguete contra uma embarcação da Marinha egípcia no mar Mediterrâneo perto da costa de Israel e da Faixa de Gaza. O grupo militante Província do Sinai tem direcionado seus ataques sobretudo a soldados e policiais egípcios na região do Sinai, e já matou centenas de pessoas desde que o Exército depôs o presidente islâmico Mohamed Mursi, em 2013, em reação a protestos em massa contra seu governo. Fotos distribuídas pelo grupo na Internet pareceram mostrar um foguete seguindo rumo a um navio e o incendiando após o impacto. A Reuters não pôde verificar a versão dos eventos dada pelos militantes. Os militares egípcios declararam em um comunicado que uma lancha da guarda-costeira trocou tiros com “elementos terroristas”, o que fez com que a embarcação pegasse fogo. Segundo o Exército, não houve mortes. No ano passado o grupo Província do Sinai, facção militante mais violenta do Egito, jurou lealdade ao Estado Islâmico, que controla grandes porções de território na Síria e no Iraque e ainda atua na Líbia, vizinha do Egito. Recentemente, o grupo realizou ataques de grande porte que levaram a elaboração de uma lei abrangente antiterrorismo. Explosões na Nigéria Duas explosões atingiram uma área de orações ao ar livre na cidade nigeriana de Damaturu, matando pelo menos cinco pessoas, à medida que muçulmanos se juntavam para marcar o Eid al-Fitr na manhã desta sexta-feira, segundo testemunhas. "Estava sentado quando ouvi duas explosões. Eu vi os corpos de cinco pessoas muitos estavam feridos", disse Muhammad Adamu, empresário que estava na área de orações, ao lado da via principal que leva ao centro da cidade predominantemente muçulmana, quando as explosões aconteceram às 4h (horário de Brasília). Outra testemunha, o pregador muçulmano Ustaz Abdullahi, também disse que viu cinco pessoas mortas. Ninguém reivindicou imediatamente responsabilidade pelas explosões, mas tais incidentes são geralmente feitos pelo grupo islâmico Boko Haram. Na quinta-feira, cerca de 50 pessoas foram mortas em ataques a bomba em um mercado em Gombe, a cerca de 200 quilômetros de Damaturu.  
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