Com a nova cheia do rio, dez famílias já estão abrigadas no parque de exposições

31/1/2012 12:08,  Por Prefeitura de Rio Branco

Ter, 31 de Janeiro de 2012 07:41

O rio Acre voltou a subir. Na medição registrada na tarde desta segunda-feira, a lâmina d’água marcava 14,54 metros, bem acima da cota de alerta que é de 13,5 metros e da cota de transbordamento, que é de 14 metros. Com essa nova elevação, dez famílias já tinham sido abrigadas no parque de exposições Marechal Castelo Branco.

As previsões, no entanto, são de que o nível do rio volte a baixar, tendo em vista que há sinais de vazante em suas cabeceiras. “Estamos monitorando o rio e já temos conhecimento de que o rio baixou muito em Assis Brasil, Brasileia e Xapuri”, afirmou o coordenador municipal da Defesa Civil, coronel Gilvan Vasconcelos. “Acreditamos que o rio Acre encontra-se alto em Rio Branco por conta das águas do Riozinho do Rôla, que é o seu principal afluente aqui na capital”, complementa.

Vasconcelos afirmou que o número de famílias desabrigadas nessa nova elevação do rio é bem inferior ao que se registraria em outras oportunidades. Ele argumenta que essa redução se deve à forte intervenção do governo do Estado e da prefeitura nas áreas de risco. No bairro Seis de Agosto, por exemplo, foram retiradas 96 famílias para ocuparem residências mais seguras através do programa “Aluguel Social”. Outras 48 foram retiradas de regiões como o bairro Ayrton Senna e Baixada da Habitasa. Somam-se a esses, as demais 56 famílias que ficaram desabridas pelo rio nos primeiros dias deste ano.

“São duzentas famílias que poderiam estar agora desabrigadas pela cheia do rio e que estariam aqui no parque de exposições. Elas agora se encontram em local seguro, reduzindo sensivelmente o impacto social que o rio Acre causa todos os anos em que há alagação”, explica Gilvan Vasconcelos.

No parque estão famílias como a do moto-taxista Carlos Batista de Lima. Ele, a mulher e três filhos moram no Ayrton Senna e tiveram que sair de casa às pressas com a subida do rio na noite do domingo. “As águas começaram a chegar de forma muito rápida. Daí eu liguei para a Defesa Civil e eles vieram nos tirar de lá”, contou Batista.

O diretor da Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social (Semcas) e coordenador do abrigo no parque, Fábio Fabrício, explicou que 135 box estão construídos no local, mas que há capacidade para a construção de um número bem maior, caso o rio venha a subir mais e chegue a desabrigar um número alto de famílias. Ele espera, entretanto, que não seja preciso e argumenta que as ações preventivas provocaram uma redução alta no número de desabrigados.

“Quando o rio subiu no início do ano e chegou a 14,48 metros, nós tivemos um total de 56 famílias abrigadas no parque. Desta vez, nós já estamos com o rio em 14,54 e temos apenas dez abrigadas aqui. As demais estão todas atendidas pelo programa de Aluguel Social”, revela Fabrício.

O coordenador explicou que as famílias que chegam ao parque são recebidas pelo serviço de acolhimento da Semcas. Os técnicos fazem um levantamento socioeconômico das famílias e elas passam a receber um cartão-alimentação. A Semcas e Defesa Civil também fazem um inventário completo dos bens das famílias e os acomodam em local com segurança. “Depois de tudo isso, nós passamos a fazer o atendimento social que essas famílias precisam por todo o período que elas permanecem aqui”, garante.

 


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