Chivukuvuku diz que não compete ao Governo comprar fábricas

Abel Chivukuvuku qualificou de desestruturada a forma como o executivo passou a dar a conhecer as suas realizações, no âmbito do seu programa de governação que implementa neste mandato.

O presidente da CASA-CE fez a análise dum documento publicado numa das recentes edições do oficioso “Jornal de Angola” que se supõe ser o relatório das acções do executivo.

O político acha que a comunicação aos governados deve ser levada mais á sério.

Deste modo o responsável da CASA-CE justificou o surgimento do espaço de contacto com a media, dentro do qual passará apresentar o pensamento sobre o que devia ser a gestão dos negócios do Estado.

“Isto foi um indicador da fraqueza da estruturação e coordenação governativa, foi o indicador de uma certa incompetência e falta de estruturação na forma de estruturar os actos de governação, foi o indicador do desnorte que se verifica hoje na governação.”

“O Ponto de Situação”, título do resumo apresentado aos jornalistas centraliza a crítica sector a sector.

A CASA-CE segundo o seu presidente, qualifica de reducionista a visão dos dirigentes governamentais.

O governo anunciou no citado documento que tinham entrado em funcionamento sete de oito fábricas na Zona Económica Especial de Luanda.

Chivukuvuku diz que não compete ao governo comprar e instalar fábricas. Nas suas palavras, este é um pensamento virado para o passado:

“Afinal temos outra vez o exemplo, como já houve, no caso da instalação dos nossos Supers, foram aumentados em todas as províncias e em menos de um ano tudo foi levada a falência técnica, repito, levada a falência técnica para permitir depois a distribuição entre os mesmos actores do poder.”

Esta é a primeira comunicação feita depois da legalização pelo Tribunal Constitucional, durante a qual o dirigente anunciou para a segunda quinzena de Maio a primeira reunião do Conselho Deliberativo da coligação.

Sobre a situação na Guiné-Bissau, a CASA é contra a ingerência nos assuntos internos, sublinhou o responsável, entendendo que precisamos de ser solidários para com os outros, mas não intervencionistas ou caritativos:

“Não faz sentido que Angola tenha aqui ex-militares, muitos deles diminuídos físicos, abandonados e que sofrem, mas Angola está a fazer o programa de reestruturação das forças armadas da Guiné-Bissau e a pagar os pensionistas da Guiné-Bissau. A irresponsabilidade é falta de patriotismo.”