Campo Grande é a segunda do Centro-Oeste é a 18ª do País em investimento na educação
10/2/2012 7:51, Por Prefeitura de Campo Grande
Educação -Sexta-Feira 10 de Fevereiro de 2012
Campo Grande é a segunda do Centro-Oeste é a 18ª do País em investimento na educação
Foto:Denilson Secreta
Estudo divulgado pela Frente Nacional dos Prefeitos, com a radiografia das finanças das 5.563 prefeituras brasileiras em que são detalhados os investimentos em obras, saúde e educação, com base nos últimos números de 2010, coloca a Prefeitura de Campo Grande como a segunda da região Centro-Oeste (atrás apenas de Goiânia) que mais investe em educação. Na classificação nacional, a cidade está em 18º lugar à frente de capitais como São Luiz, (19º) Vitória (23º), Belém (26º), Florianópolis (41º) e Cuiabá (43º).
No ranking regional, a capital sul-mato-grossense só é superada por Goiânia, uma cidade com 1,3 milhão de habitantes (514 mil habitantes a mais que Campo Grande). Em 2010, exercício de referência do estudo, a capital goiana aplicou R$ 434 milhões em educação (R$ 434.122.475,1), enquanto Campo Grande destinou R$ 357 milhões (R$ 357.296.955,8).
No acumulado dos últimos seis anos (abrangendo o período de 2006 a 2011), a Prefeitura de Campo Grande reservou para o ensino publico R$ 2 bilhões. Somente em 2011, foram investidos R$ 450 milhões, sendo R$ 103 milhões na Educação Infantil e R$ 347 milhões no Ensino Fundamental. Para este ano, o orçamento da Secretaria Municipal de Educação foi fixado em R$ 484,6 milhões.
Segundo o prefeito Nelson Trad Filho, está em andamento investimentos no valor de R$ 60 milhões na ampliação da rede física com a construção de 20 novos centros de educação infantil (R$ 38,9 milhões) e de duas escolas municipais, uma de 10 salas, a Escola Municipal Celina Martins Jallad, no Residencial Oiti, será inaugurada em mês. A outra escola, com 20 salas, atenderá a população em idade escolar do Loteamento Varandas do Campo, na saída para São Paulo. Há projetos em andamento no Ministério da Educação para a construção de uma escola no Portal Caiba II.
Além disso, estão sendo construídas 72 salas modulares para laboratórios de ciências e matemática que beneficiarão 58.008 alunos. Será preciso contratar mais 604 funcionários, incluindo 372 professores. No início deste ano, foram empossados 300 professores aprovados em concurso, que substituíram convocados, contratados para prestação de serviço.
No balanço dos últimos anos de gestão, o prefeito lembra que o número de escolas municipais passou de 85 para 92 e o de centros educação infantil passou de 59 para 92, com a incorporação à rede de 37 unidades. A autonomia financeira das escolas foi consolidada. O valor repassado em 2011 foi 275% maior que o liberado em 2005: passou de R$ 2,3 milhões (R$ 2.342.732,00) para R$ 8,7 milhões (R$ 8.785.285,19).
O custo anual per capita do aluno da zona rural aumentou 231%, passou de R$ 1.400,00 para R$ 7.181,00, enquanto o da zona urbana cresceu 203%, saiu de R$ 1.400,00 para R$ 4.253,50.
O prefeito destacou também a política de valorização dos quadros do magistério. O contingente de professores concursados dobrou, passou de 2.334 para 4.876, computando os 300 convocados em janeiro. A prefeitura financiou cursos de pós-graduação para 1.901 professores. Hoje, são 2.991 professores pós-graduados, ante os 844 com esta formação em 2005. O resultado destes investimentos tem se refletido na melhoria dos indicadores educacionais.
O reflexo dos investimentos é a melhoria de desempenho dos alunos. O IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) dos anos iniciais passou de 4,2 para 5,2 e dos anos finais, saiu de 3,7 para 4,8. O índice médio de aprovação passou de 76,83% (em 2005) para 91,47%; a reprovação caiu de 7,62% para 2,85% e a evasão escolar, de 15,15 para 5,67%. A qualidade do ensino foi determinante para que o número de alunos crescesse de 68.855 em 2005, para 82.592 no ano passado.
Fonte/Autor: Flávio Paes DRT/MS 07
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