Busca por vacina se volta para pacientes “imunes” à Aids

22/10/2009 8:29,  Redação, com Reuters

Pesquisadores da Aids desejam ampliar mundialmente o estudo sobre um raro grupo de pessoas que, embora contaminadas pelo HIV, não têm uma proliferação do vírus nos seus organismos.

Esses “controladores de elite” podem conter pistas importantes para a vacina contra a Aids, mas até agora os estudos sobre eles se concentram na América do Norte. Os pesquisadores desejam acompanhar essas pessoas também na Ásia, na África e na América Latina.

Os chamados “controladores de elite” são pacientes saudáveis, sem sintomas da Aids e de doenças associadas, e às vezes conseguem ficar até dez anos sem necessidade de tratamento.

– A esperança é que, se soubermos o mecanismo protetor imunológico nos controladores de elite, podemos usar isso como alvo para o desenvolvimento de uma vacina –, disse Yu Xu, professor-assistente de Medicina do Hospital Geral de Massachusetts e da Escola Médica de Harvard,  depois de um pronunciamento numa conferência sobre a vacina anti-Aids em Paris.

Há atualmente 2.000 pacientes “controladores” tendo suas amostras de sangue e outros dados monitorados, a maioria nos EUA e Canadá. Os cientistas agora pretendem começar a estudar também pacientes “privilegiados” da China, África do Sul, Peru, Tailândia, Brasil e outros países.

Nessa conferência, os pesquisadores detalharam uma pesquisa da Tailândia que aparentemente chegou a uma vacina que protege algumas pessoas – embora os cientistas não entendam como ou por quê.

Os delegados esperam juntar peças que levem a uma ideia mais clara de como preparar uma vacina eficaz no controle da infecção.

Estima-se que 33 milhões de pessoas estejam contaminadas pelo HIV no mundo. A Aids não tem cura. Mas há medicamentos que controlam o vírus, e é muito raro que as pessoas apresentem defesas naturais.

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