Brasil está preparado para evitar contaminação radioativa em aeroportos, afirma diretor da Cnen

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Brasil está preparado para evitar que pessoas, alimentos ou objetos contaminados pela radiação das usinas nucleares japonesas afetadas pelo terremoto no Japão contaminem também os aeroportos brasileiros. A garantia foi manifestada à Agência Brasil pelo diretor de Radioproteção e Segurança Nuclear da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), Laércio Antônio Vinhas.

“O Brasil não só está preparado como sempre esteve preparado”, disse ele hoje (23), depois de participar de uma audiência pública no Senado. “E tão logo aconteceu o acidente no Japão, eu orientei as equipes e os nossos técnicos, para que se mantivessem preparados. Foram, então, feitas novas verificações de todos os equipamentos que possam vir a ser utilizados. Todos já foram recalibrados”, informou o diretor do Cnen.

“Estamos prontos, quer seja para monitorar pessoas, quer seja, quando necessário, para fazer as medidas em alimentos e outros produtos que venham do Japão”, acrescentou. Laércio explica que, até o momento, é muito baixo o risco de pessoas contaminadas chegarem ao Brasil, porque a contaminação atingiu, efetivamente, apenas um pequeno público.

“E as pessoas contaminadas se contaminaram de forma muito leve. Basta dizer que, em Taiwan, lá perto de onde o acidente ocorreu, estão monitorando todas pessoas. Por dia, apenas cerca de dez pessoas são detectadas com contaminações leves e são liberadas imediatamente sem sequer ficarem retidas”, informou o especialista.

Uma das razões apontadas por ele para mostrar que é reduzido o risco de os aeroportos brasileiros serem contaminados é o fato de não haver voos diretos do Japão para o Brasil.

“Essas pessoas vão descer em algum outro aeroporto, e é quase certeza de que elas vão ser monitoradas nesses outros locais. Alguns desses aeroportos, por exemplo os norte-americanos, monitoram as pessoas independentemente do acidente ocorrido no Japão, pelo receio de que alguém chegue com material radioativo e cometa algum atentado terrorista com bomba suja”, acrescentou.

Edição: Lana Cristina
 

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