Aterro sanitário junto a campus da UFRRJ vira alvo de críticas
9/5/2011 15:10, Por Agencia Senado
A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) manifestou solidariedade à luta dedirigentes, professores e alunos da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) para fechar o aterro sanitário construído em Seropédica, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, onde funciona o maior campus daquela instituição de ensino. A senadora falou em sessão especial de homenagem à UFRRJ pelo centenário de sua criação, realizada em Plenário nesta segunda-feira (9).
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A universidade ingressou com ação na Justiça para impedir o funcionamento do aterro, com base em estudos no qual são apontados riscos de contaminação do Rio Guandu e de águas subterrâneas existentes na região. Conforme Gleisi Hoffmann, a questão deve ser amplamente debatida e o próprio Senado pode ser palco dessa discussão.
Projetado para receber todo o lixo da capital fluminense, o aterro foi também criticado pelo presidente do Diretório Central de Estudantes (DCE) da UFRRJ, Cléber Vinícius. De acordo com o líder estudantil, laudos produzidos pela universidade, apoiados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e pelo Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA) demonstram que há claros riscos para a população.
- Se houver vazamento de chorume para o Rio Guandu, poderíamos ter milhões de pessoas condenadas à morte – afirmou.
Cléber Vinicius disse que o aterro também representa risco para animais já ameaçados de extinção que habitam a área de influência do aterro. Ele citou o tamanduá-mirim, onças suçuaranas e uma espécie de peixe que não existira em nenhum outro lugar (Leptolebias minimus).
De acordo com Cléber Vinicius, as autoridades afirmam que o aterro possui uma camada de proteção junto ao solo capaz de impedir vazamentos do lixo em decomposição. No entanto, ele disse que índice pluviométrico na área é elevado e que já houve rompimentos da bacia do aterro só com o peso da chuva, mesmo antes da descarga de lixo na área.
Simbolismo
Outro ponto sensível é a recusa da população da Baixada Fluminense em receber o lixo produzido na capital, conforme o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). Propositor da sessão comemorativa dos cem anos da criação da UFRRJ e também presidente da mesa de trabalhos, Lindbergh disse que esse aspecto “simbólico” também não pode ser desconhecido. No seu entendimento, a solução é implantar o aterro em área que integre os limites da própria capital.
Da Redação / Agência Senado
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