Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2026

Atentado deixa pelo menos 10 mortos na Síria

Pelo menos dez pessoas, membros das forças de segurança curdas, morreram nesta quarta-feira em um atentado suicida no quartel-general da cidade de Qamicli, no Nordeste da Síria, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Quarta, 19 de Agosto de 2015 às 07:43, por: CdB
Por Redação, com agências internacionais - de Beirute: Pelo menos dez pessoas, membros das forças de segurança curdas, morreram nesta quarta-feira em um atentado suicida no quartel-general da cidade de Qamicli, no Nordeste da Síria, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). - Um ‘kamikaze’ a bordo de um veículo foi de encontro ao quartel-general de Asayich, em Qamichli, fazendo pelo menos dez mortos - afirmou o diretor da organização não governamental, Rami Abdel Rahmane. De acordo com Rami Abdel Rahmane, os dez mortos eram todos membros das forças de Asayish. “Foi uma enorme explosão. Há civis, pelo menos 14 feridos”, disse Abdel Rahman, acrescentando que as forças de segurança curda isolaram a área, no distrito industrial de Qamishli, cidade curda na província de Hasakeh, no Nordeste da Síria.
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De acordo com Rami Abdel Rahmane, os dez mortos eram todos membros das forças de Asayish
Arin Shekhmos, jornalista em Qamishli, afirmou que a explosão pode ser ouvida por toda a cidade. “Eu não estava perto, mas consegui ouvir de onde estava. Causou muita destruição, os edifícios, pelo menos de duas ruas, ficaram completamente destruídos”, disse à agência de notícias France Press, Shekhmos, por telefone, pouco depois da explosão. A agência de notícias oficial da Síria, Sana, também relatou a explosão e a existência de mortos e feridos. A cidade de Qamishli, sob controle partilhado das autoridades curdas e do regime sírio, tem sido alvo de vários ataques a bomba este ano. As milícias curdas na Síria são uma das forças mais bem-sucedidas contra o grupo radical jihadista Estado Islâmico, que tomou o controle de grande parte da Síria e do Iraque. EI decapita arqueólogo Na terça-feira, militantes do Estado Islâmico decapitaram um arqueólogo na cidade síria de Palmyra e penduraram seu corpo numa coluna em uma praça principal da cidade histórica, disse o chefe de antiguidades da Síria. O Estado Islâmico, cujos insurgentes controlam faixas da Síria e do Iraque, capturaram Palmyra, na região central da Síria, das forças do governo em maio, mas não são conhecidos danos às suas ruínas da era romana, apesar da reputação do grupo de destruir artefatos que eles veem como idólatras sob sua interpretação puritana do Islã. O chefe de antiguidades da Síria, Maamoun Abdulkarim, disse que a família de Khaled Asaad o informou que o arqueólogo de 82 anos, que trabalhou por mais de 50 anos como chefe de antiguidades em Palmyra, foi executado pelo Estado Islâmico na terça-feira. Asaad havia sido detido e interrogado durante mais de um mês pelos militantes muçulmanos sunitas ultrarradicais, disse ele à agência inglesa de notícias Reuters. - Imaginem um estudioso como ele, que ofereceu serviços memoráveis ​​ao lugar e à história, sendo decapitado... e seu corpo ainda pendurado em uma das colunas antigas no centro de uma praça em Palmyra - declarou Abdulkarim. - A presença contínua desses criminosos nesta cidade é uma maldição e mau presságio sobre (Palmyra) e para cada coluna e cada peça arqueológica.  
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