Rio de Janeiro, 01 de Setembro de 2026

Ataques aéreos atingem alvos curdos na Turquia

Caças turcos atingiram 17 alvos formados por militantes curdos na província de Hakkari, no sudeste da Turquia, disseram os militares, à medida que o país intensifica sua ofensiva contra os insurgentes.

Terça, 11 de Agosto de 2015 às 07:56, por: CdB
Por Redação, com Reuters - de Ancara/Istambul: Caças turcos atingiram 17 alvos formados por militantes curdos na província de Hakkari, no sudeste da Turquia, disseram os militares, à medida que o país intensifica sua ofensiva contra os insurgentes.
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Na segunda, ao menos nove pessoas foram mortas em uma onda de ataques contra as forças de segurança turcas
  A Turquia tem sido afetada pelo aumento dos confrontos entre sua força militar e o proscrito Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que tem fomentado uma insurgência de três décadas em prol de uma maior autonomia curda. País membro da Otan, a Turquia deu início no mês passado ao que chamou de uma “guerra sincronizada contra o terror”, atacando militantes do PKK no norte do Iraque e, com menos frequência, rebeldes do grupo Estado Islâmico no norte da Síria. Ao se focar sobretudo contra o PKK, tanto no Iraque como em seu próprio território, Ancara tem provocado a suspeita entre os curdos de que sua agenda verdadeira não seja combater os radicais islamitas, e sim reprimir as ambições territoriais curdas. Os ataques aéreos em Hakkari ocorreram em seguida a operações realizadas no domingo na província de Agri, no leste, em que sete militantes do PKK morreram, de acordo com o gabinete do governador local. Em confrontos terrestres, fontes de segurança disseram que o PKK atacou um posto militar em Sirnak, uma província vizinha a Hakkari, matando um soldado numa batalha de 20 minutos. Um militante do PKK também foi morto em um embate na província de Bingol, disse o gabinete do governador local. Na segunda, ao menos nove pessoas foram mortas em uma onda de ataques contra as forças de segurança turcas, a maioria no sudeste da Turquia, região de predominância curda. Consulado dos EUA Na segunda-feira, duas mulheres atiraram contra o consulado dos Estados Unidos em Istambul e pelo menos oito pessoas foram mortas em uma onda de ataques separados contra forças de segurança turcas semanas depois de Ancara iniciar uma repressão ao Estado Islâmico e a militantes curdos e de extrema esquerda. O país-membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) está em estado de alerta intenso desde que começou sua “guerra sincronizada ao terror” no mês passado, incluindo ataques aéreos contra combatentes do Estado Islâmico na Síria e a militantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, na sigla em curdo) no norte do Iraque. A Turquia também deteve centenas de supostos militantes em casa. Um grupo da esquerda radical que matou um segurança turco em um ataque suicida à embaixada dos EUA em Ancara em 2013 declarou estar envolvido no atentado desta segunda-feira. A Frente-Exército de Liberação do Partido Revolucionário (DHKP-C, na sigla em turco), considerada uma organização terrorista pelos EUA e pela Turquia, declarou que um de seus membros esteve envolvido no ataque, e classificou Washington com o “arquiinimigo” do povo do Oriente Médio e do mundo. Usando rifles automáticos, a polícia isolou as ruas ao redor do consulado norte-americano no distrito de Sariyer, no lado europeu de Istambul, após o ataque com armas de fogo no local. Ahmet Akcay, morador que testemunhou a ação, contou à Reuters que uma das mulheres disparou quatro ou cinco tiros mirando seguranças e funcionários do consulado. - A polícia gritava ‘abaixe sua bolsa, abaixe sua bolsa’. E a mulher dizia ‘não irei me render - disse Akcay. “A polícia a alertou de novo ‘abaixe sua bolsa ou teremos que atirar em você’, e a mulher disse ‘atirem’”. Mais tarde uma das duas mulheres foi capturada ferida, afirmou o escritório do governador de Istambul.    
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