Após tumulto, Mocidade Alegre vence o carnaval paulistano
22/2/2012 12:18, Por Redação - de São Paulo
A escola de samba Mocidade Alegre é a campeã do Carnaval de São Paulo em 2012. Com o samba-enredo Ojuobá, a agremiação abordou a cultura da Bahia, cor e raça do brasileiro. A Mocidade ficou à frente das agremiações Rosas de Ouro e Vai-Vai – campeã em 2011. Pérola Negra e Camisa Verde e Branco foram rebaixadas para o Grupo de Acesso.
As escolas Camisa Verde e Branco – que ficou três anos no grupo de acesso e voltou este ano para o especial – e a Pérola Negra foram rebaixadas para o grupo de acesso, por ficarem com as duas piores classificações entre as 14 escolas do grupo especial. Já a agremiação vencedora do grupo de acesso – que desfilou no domingo – ganhará uma vaga para desfilar no grupo especial em 2013. Até as 19h30, não havia vencedora.
Na segunda-feira, a Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo (Ligasp) divulgou a ordem do critério de desempate na apuração. São eles: Alegoria, Fantasia, Enredo, Casal de mestre-sala e porta-bandeira, Bateria, Harmonia, Evolução, Samba-enredo e Comissão de frente. Este ano, as escolas contaram com avaliações em décimos, o que tornou a disputa ainda mais acirrada.
No Carnaval de 2011, a Vai-Vai conquistou o título pela 14ª vez. A agremiação terminou à frente das escolas Acadêmicos do Tucuruvi e Unidos de Vila Maria. A Mancha Verde ficou em quarto lugar, seguida pela Gaviões da Fiel. Em 2012, a Vai-Vai ficou em terceiro lugar.
Tumulto
Um tumulto promovido por integrantes de escolas de samba interrompeu a apuração do Carnaval de São Paulo na véspera. Faltando apenas uma nota dez para assegurar o título para a Mocidade Alegre, Tiago Ciro Tadeu Faria, 29 anos, integrante da Império de Casa Verde, invadiu a área de apuração, tomou o último envelope das mãos do leitor e o rasgou.
O delegado Osvaldo Nico Gonçalves, da Delegacia Especializada em Atendimento ao Turista (Deatur), anunciou a detenção do principal responsável por todo o tumulto. Caue Santos Pereira, 20 anos, integrante da Gaviões da Fiel, também foi detido, este por atirar objetos. De acordo com o major da Polícia Militar de São Paulo, Alexandre Gaspariano, cinco integrantes de escolas de samba foram detidos.
Com isso, a confusão se tornou generalizada e a leitura das notas foi interrompida. Até este ponto, a Mocidade Alegre liderava a apuração com um total de 160 pontos. Solange Bichara, presidente da agremiação, evitou considerar a escola campeã do Carnaval de 2012. “Não posso me considerar campeã por algo que não aconteceu”, afirmou.
Uma reunião extraordinária entre a Liga das Esclas de Samba e os diretores das agremiações foi montada para decidir o desfecho do Carnaval 2012.
O tumulto se espalhou no entorno do Sambódromo. Torcedores foram vistos chutando os portões próximos à área da dispersão. Pouco depois, um carro alegórico da Pérola Negra foi incendiado por um grupo ainda não identificado. A alegoria tinha estrutura toda de palha, representando um índio gigante, e foi totalmente destruída pelo fogo.
Cobrança
Nesta quarta-feira, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, cobrou responsabilidades sobre o incidente ocorrido no Sambódromo do Anhembi durante a apuração das notas referentes ao desfile do Grupo Especial das escolas de samba. Kassab lembrou que há um contrato com o governo que deve ser obedecido pela Liga Independente das Escolas de Samba. Ele reiterou que aguardará a conclusão das investigações da Polícia Civil para tomar as providências devidas e avisou que o esquema de segurança será revisto. Kassab determinou à São Paulo Turismo S/A (SPTuris) – empresa de turismo e eventos da capital paulista – a convocação da Liga Independente das Escolas de Samba, nas próximas semanas, para propor um plano de revisão de segurança do evento.
– É inaceitável que essa questão não seja discutida em vista dos incidentes (ocorridos nesta quarta-feira) – disse.
O prefeito lembrou que há um contrato entre a Prefeitura de São Paulo e a Liga Independente das Escolas de Samba que determina uma série de exigências de ambas as partes e que deve ser respeitado.
– Se ficar identificado que alguma escola (de samba) está envolvida por meio de seus dirigentes, o próprio contrato prevê penalidades – disse o prefeito, indicando que o contrato também deverá ser revisto.
Em seguida, Kassad reiterou que há a necessidade de se preservar o patrimônio público e a integridade das pessoas.
– Esperamos em breve apresentar à cidade de São Paulo um aperfeiçoamento do contrato com a Liga (das Escolas de Samba) para que esses incidentes não mais ocorram – acrescentou.
A apuração das notas das escolas de samba foi interrompida ontem, depois que dois jovens invadiram o local onde ocorria a contagem das notas. Houve tumulto e os dois rapazes foram presos e autuados em flagrante por lesão ao patrimônio público.
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Prevaleceu o bom senso, a cultura a historia com pé e cabeça.Diferentemente dos Gaviões Lulla Corinthians, que queria enaltecer o lullismo e sua gangster. Bem feito.