Alternativas à crise capitalista encontram terreno fértil na política econômica brasileira
28/12/2010 12:38, Por Redação, com NYT - de Brasília e Nova York, EUA
Uma das principais conquistas do governo Lula, o aumento contínuo do salário mínimo, acima da inflação, ajudou a dinamizar a economia do país no momento mais delicado da crise mundial do capitalismo, na contramão da austeridade que pregavam os economistas mais conservadores. Da mesma forma, ampliou os subsídios aos bens de consumo que mais geravam empregos, como os setores automobilístico e da linha branca, o que reduziu a massa de desempregados a níveis históricos e ampliou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). A consequência mais perigosa, no entanto, é o aumento no descompasso das contas públicas e o risco de inflação, que o Banco Central – sob a presidência de Henrique Meirelles até sexta-feira – tentou evitar com o aumento de juros e o enxugamento da economia.
O economista norte-americano e colunista do diário The New York Times, Paul Krugman, em artigo publicado nesta terça-feira, sob o título: “Quando os mortos-vivos vencem”, discorda da tese defendida pela maioria conservadora, que no Brasil abre espaço para o novo presidente do BC, Alexandre Tombini, no lugar de Meirelles, mais alinhado à escola norte-americana. O caminho para o equilíbrio econômico e a manutenção do crescimento, no entanto, é acidentado, a exemplo do que ocorre nos EUA, epicentro da crise, com reflexos na economia mundial e, em particular, no Brasil.
Segundo Krugman, “os fundamentalistas do mercado erraram sobre tudo — ainda assim eles dominam a cena política mais completamente do que nunca. Como isso aconteceu? Todos entendemos a necessidade de fazer acordos com inimigos políticos. Mas uma coisa é fazer acordo para adiantar seus objetivos; outra é abrir as portas para as ideias dos mortos-vivos. Quando você faz esta concessão, os mortos-vivos acabam comendo o seu cérebro — e possivelmente também a sua economia”.
Leia o artigo, na íntegra:
“Quando historiadores olharem de volta no período 2008-10, o que mais vai intrigá-los, acredito, é o estranho triunfo de ideias falidas. Os fundamentalistas do mercado erraram sobre tudo — ainda assim eles dominam a cena política mais completamente que nunca.
“Como isso aconteceu? Como, depois que bancos descontrolados colocaram a economia de joelhos, acabamos com Ron Paul, que diz “não penso que precisamos de regulamentação”, assumindo um comitê-chave do Congresso que vigia o Banco Central? Como, depois das experiências dos governos Clinton e Bush — o primeiro aumentou impostos e presidiu sobre uma espetacular criação de empregos; o segundo cortou impostos e presidiu sobre um crescimento anêmico mesmo antes da crise –, acabamos com um acordo bipartidário para cortar os impostos ainda mais?
“A resposta da direita é que os fracassos econômicos do governo Obama mostram que as políticas de “grande governo” não funcionam. Mas a resposta a eles deveria ser, que política de grande governo?
“Pois o fato é que o estímulo econômico de Obama — que em si era quase 40% baseado em cortes de impostos — foi muito cauteloso para dar uma guinada na economia. E isso não é uma crítica feita em retrospectiva: muitos economistas, dentre os quais me incluo, alertaram desde o começo que o plano era grosseiramente inadequado. Coloquem assim: uma política sob a qual os empregos públicos foram reduzidos e na qual os gastos do governo em bens e serviços cresceram mais devagar que durante os anos Bush não contitui exatamente um teste de economia keynesiana.
“Bem, talvez não tenha sido possível ao presidente Obama conseguir mais diante do ceticismo do Congresso em relação a seu governo. Mas mesmo que fosse verdade, apenas demonstra o contínuo controle de uma doutrina falida sobre nossa política.
“Também vale a pena dizer que tudo o que a direita falou sobre os motivos do fracasso da Obamanomics estava errado. Por dois anos temos sido advertidos de que os empréstimos do governo fariam disparar os juros; na verdade, as taxas flutuaram com o otimismo ou pessimismo sobre a recuperação econômica, mas se mantiveram consistentemente baixas se comparadas a padrões históricos. Por dois anos fomos alertados de que a inflação e até mesmo a hiperinflação estava a caminho; em vez disso, a deflação continuou, com a inflação básica — que exclui a volatilidade dos preços de alimentos e energia — sendo a menor do último meio século.
“Os fundamentalistas do livre mercado cometeram tantos erros sobre os Estados Unidos quanto sobre eventos no Exterior — e sofreram poucas consequências disso. “A Irlanda”, declarou George Osborne em 2006, “é um brilhante exemplo da arte do possível na formulação econômica de longo prazo”. Epa! Agora o sr. Osborne é a maior autoridade econômica britânica.
“E nessa nova posição ele está copiando as políticas de austeridade implementadas pela Irlanda depois que a bolha local estourou. Aliás, conservadores dos dois lados do Atlântico passaram boa parte do ano passado saudando a austeridade irlandesa como um sucesso absoluto. ‘A política irlandesa funcionou em 1987-89 e está dando certo agora’, declarou Alan Reynolds do Cato Institute em junho passado. Epa!, de novo.
“Mas tais fracassos não parecem importar. Emprestando o título de um livro recente do economista australiano John Quiggin sobre doutrinas que a crise deveria ter matado mas não matou, estamos ainda — talvez mais que nunca — sendo governados pela “economia dos mortos-vivos”. Por que?
“Parte da resposta, certamente, é que as pessoas que deveriam ter tentado matar as ideias mortas-vivas tentaram, em vez disso, fazer acordo com elas. E isso é especialmente verdadeiro do presidente (Obama), mas não apenas dele.
“As pessoas tendem a esquecer que Ronald Reagan muitas vezes cedeu em questões políticas de substância — mais notadamente, ele aprovou múltiplos aumentos de impostos. Mas ele nunca foi mole com ideias, nunca recuou da postura de que sua posição ideológica estava correta e de que a dos adversários estava errada.
“O presidente Obama, por contraste, tem consistentemente tentado fazer acordo com o outro lado, dando cobertura aos mitos da direita. Ele felicitou Reagan por restaurar o dinamismo dos Estados Unidos (quando foi a última vez que você ouviu um republicano elogiando Roosevelt?), adotou a retórica da oposição sobre a necessidade do governo de apertar o cinto mesmo diante da recessão e ofereceu congelamento simbólico de gastos e salários federais.
“Nada disso fez com que a direita deixasse de denunciá-lo como socialista. Mas essa postura ajudou a dar poder a ideias ruins, de forma que elas podem causar danos imediatos. Neste momento o sr. Obama está saudando o acordo para corte de impostos (dos ricos) como uma forma de estimular a economia — mas os republicanos já estão falando em cortes de gastos do governo que acabariam com qualquer estímulo resultante do acordo. E como é que ele pode enfrentar os republicanos se ele mesmo abraçou a retórica de apertar o cinto?
“Sim, política é a arte do possível. Todos entendemos a necessidade de fazer acordos com inimigos políticos. Mas uma coisa é fazer acordo para adiantar seus objetivos; outra é abrir as portas para as ideias dos mortos-vivos. Quando você faz esta concessão, os mortos-vivos acabam comendo o seu cérebro — e possivelmente também a sua economia”.
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excelente matéria…
Vamos refletir!!! Tente viver com R$ 600 reais pra ver. Acha que numa família onde só o pai cutunga e tem ainda um casal de filhos ele vá viver legal. Pense…… Vamos calcular então: INSS sobre salário: 8% = 48,00 – Vale transportes: 6% = R$ 36,00 – Gás: em média: R$ 35,00 – Água: em média: R$ 30,00 – Energia Elétrica: Uns R$ 50,00 – IPTU: Por cima: 25.00 – Sobrou: R$ 376,00 pra dividir pra 4 pessoas, vejam então: R$376/4/30 = R$ 3,13 por dia e, se temos 4 refeição vai dar uma média de R$ 0,783 cada pode isso, e o resto, roupa, lazer, diversão e só isso pra se comer, sem contar e partimos de um salário de R$ 600,00, fala sério senhores editores, vocês não contestam nada mesmo! Cadê a bem dita reflexão?
Quer dizer que o Brasil estava certo! Seguiu a risca a cartilha do FMI! Façam os Estados Unidos seguir a cartilha! E os outros países ditos”ricos” seguirem também! Que vergonha para os Estados Unidos!Temos que nos cuidar deles ! Vão invadir o Brasil para roubar combustível,madeira, enfim tudo que eles não tem mais!Inclusive terras!São os gafanhotos do Planeta!
Companheiros e Companheiras vejam o nosso Brasil em 2011 é o pais do Presente.
Realmente o LULA é o Cara!!!!
Saudações Brasileiras.
Kells Mendes.
Brasil se tornará em 2011 sétima maior economia, prevê The Economist
Sylvio Costa
Na edição especial de prognósticos para 2011, a revista britânica *The
Economist* prevê que o Brasil se tornará neste ano a sétima maior economia
do mundo, com um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 2,052 trilhões, que o
colocará pela primeira vez à frente da Itália. O PIB, que mede a soma das
riquezas produzidas por cada país em um dado período, é o indicador mais
usado para aferir o tamanho de uma economia.
Somente uma nação africana (África do Sul, em 28º lugar) e duas
latino-americanas (além do Brasil, apenas o México, que aparece na 12ª
colocação) integram a lista daquelas que serão, segundo a revista, as 30
principais economias do planeta em 2011. Veja quais são e qual o PIB
previsto para cada uma delas:
1. Estados Unidos – US$ 14,996 trilhões
2. China – US$ 6,460 trilhões
3. Japão – US$ 5,621 trilhões
4. Alemanha – US$ 3,127 trilhões
5. França – US$ 2,490 trilhões
6. Reino Unido – US$ 2,403 trilhões
7. Brasil – US$ 2,052 trilhões
8. Itália – US$ 1,888 trilhão
9. Índia – US$ 1,832 trilhão
10. Rússia – US$ 1,737 trilhão
11. Canadá – US$ 1,616 trilhão
12. Espanha – US$ 1,337 trilhão
13. Austrália – US$ 1,190 trilhão
14. México – US$ 1,119 trilhão
15. Coreia do Sul – US$ 1,094 trilhão
16. Indonésia – US$ 806 bilhões
17. Turquia – US$ 760 bilhões
18. Holanda – US$ 743 bilhões
19. Suíça – US$ 513 bilhões
20. Irã – US$ 488 bilhões
21. Arábia Saudita – US$ 481 bilhões
22. Polônia – US$ 469 bilhões
23. Taiwan – US$ 466 bilhões
24. Suécia – US$ 449 bilhões
25. Bélgica – US$ 444 bilhões
26. Noruega – US$ 431 bilhões
27. Áustria – US$ 376 bilhões
28. África do Sul – US$ 346 bilhões
29. Tailândia – US$ 336 bilhões
30. Emirados Árabes Unidos – US$ 312 bilhões
*Fonte: The Economist – edição especial The World in 2011.*
*Saudações Brasileiras .*
*Kells Mendes.