Um prognóstico interno do governo da Alemanha prevê que o país possa receber 3,6 milhões de refugiados até 2020, informou nesta quinta-feira o jornal Süddeutsche Zeitung.
Quinta, 25 de Fevereiro de 2016 às 07:33, por: CdB
Ministério da Economia ressalva que estimativa é meramente técnica e visa avaliar fatores econômicos
Por Redação, com agências internacionais - de Berlim/Bruxelas:
Um prognóstico interno do governo da Alemanha prevê que o país possa receber 3,6 milhões de refugiados até 2020, informou nesta quinta-feira o jornal Süddeutsche Zeitung.
A previsão, feita pelo Ministério alemão da Economia em conjunto com outros ministérios, tem como base estimativas que sugerem a chegada de, em média, 500 mil refugiados por ano entre 2016 e 2020. Esses números totalizariam 2,5 milhões de pessoas, que se somam ao 1,1 milhão que já chegou à Alemanha em 2015.
Um prognóstico interno do governo da Alemanha prevê que o país possa receber 3,6 milhões de refugiados até 2020
Segundo o diário, o Ministério da Economia ressalvou que se trata de uma "estimativa meramente interna e técnica sobre a imigração, em coordenação com outros órgãos governamentais", com o objetivo de avaliar fatores econômicos.
Segundo o ministério, é impossível fazer um prognóstico confiável sobre a chegada de refugiados. O chefe do Departamento Federal de Migração e Refugiados, Frank-Jürgen Weise, disse que a estimativa divulgada é mera especulação, afirmando que há muitos fatores imprevisíveis a serem considerados.
Na quarta-feira, a Polícia Federal alemã registrou a chegada de apenas 103 imigrantes no país, representando uma queda significativa em relação à média de dois mil por dia registrada no início da semana passada. O motivo seria a imposição de controles mais rígidos na chamada rota dos Bálcãs.
A reportagem do Süddeutsche Zeitung foi divulgada enquanto o Parlamento alemão se prepara para votar, nesta quinta-feira, novas medidas que visam limitar o número de refugiados no país, além de acelerar o processamento dos pedidos de asilo.
Controle nas fronteiras
O ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, qualificou nesta quinta-feira de estranha a decisão da Bélgica de restabelecer controle na fronteira com a França para impedir eventuais entradas de imigrantes vindos do campo de Calais, ao Norte da França.
– Esta decisão é, para nós, estranha e suas motivações também – disse Cazeneuve para jornalistas, ao chegar a uma reunião com ministros europeus em Bruxelas, sobre a crise migratória.
Na terça-feira, a Bélgica anunciou o restabelecimento provisória de controles na fronteira com a França para impedir eventuais entradas de imigrantes que deixem a "selva" de Calais, um enorme campo situado a cerca de 15 quilômetros do acesso francês ao túnel sob o Canal da Mancha.
– Não fomos avisados – lamentou o ministro francês, garantindo que o governo francês nunca considerou o envio de escavadeiras para o local para dispersar os imigrantes.
– A vontade do governo é proceder ao acolhimento dos requerentes do estatuto de refugiado na França – disse Cazaneuve, lembrando que se trata de uma "operação humanitária".
O ministro insistiu que "não corresponde à realidade" achar que esta operação pode resultar em um fluxo de imigrantes na fronteira belga.
O ministro francês afastou qualquer semelhança com a decisão de Paris, em novembro, de restabelecer os controles na fronteira com a Bélgica, após os atentados terroristas na capital francesa, que causaram 130 mortes.
– Terroristas atacaram o território nacional francês e a perturbação da ordem pública era evidente, disse Cazeneuve.
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