A verdadeira farra do governo Lula
2/1/2012 10:23, Por Antonio Lassance
O ano de 2010, último do governo Lula, tem sido apunhalado como um momento de péssimo exemplo, de gastança com fins eleitorais. Segundo aqueles que sistematicamente fazem a caveira do ex-presidente, a dita cuja, a “farra”, teria se transformado em uma conta salgada que teve que ser paga em 2011.
Uma análise meticulosa, com dados de uma série de longo prazo, mais preocupada em analisar o comportamento das finanças públicas, apresenta informações pra lá de interessantes e elucidativas para tirarmos conclusões bastante diferentes.
O estudo do IPEA “Como anda o investimento público no Brasil?” (coordenado pelo pesquisador Claudio Hamilton) mostrou que a taxa de investimento público, de 1995 a 2011, atingiu seus níveis mais baixos nos anos de 1999 e 2003.
Em 1999 e 2003, o investimento bateu o fundo do poço, próximo a 1,5% do PIB. Em 2003, houve um ajuste fiscal duríssimo. Ambos foram momentos de crise. 1999 foi o ano da crise de desvalorização cambial, e 2003 foi o ano de ajuste após a instabilidade econômica e política que marcou o fim do governo FHC. A partir de 2004, houve uma retomada progressiva do investimento público. A presidência Lula o fez crescer de forma progressiva até bater o recorde, justamente em 2010, de 2,9% do PIB.
Resumindo a ópera, os dados nos permitem verificar que ocorreu, a partir de 2004, uma expansão contínua da taxa de investimento público.
É verdade que há picos de investimento em anos eleitorais e retrações nos anos seguintes? Tudo indica que sim. A presidenta Dilma está pagando parte da conta do último ano do governo Lula? Certamente, do mesmo modo como Lula pagou a conta do último ano do governo FHC. Diga-se de passagem, muitíssimo salgada.
As oscilações ocorridas entre 1995 e 2002 são bruscas. Desenham o que já se convencionou chamar “voo de galinha” – saltos abruptos e quedas desconcertantes.
Contudo, para além das oscilações sazonais, por abalos decorrentes de crises e dos períodos eleitorais, o mais importante seria considerar o óbvio ululante: a presidência Lula reverteu a trajetória declinante do investimento público, que persistiu até 2003, e a fez ascendente a partir de seu segundo ano de mandato.
Tal tendência torna-se muito mais firme após 2007, coincidentemente, ano de lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Pois bem, este programa, vez por outra criticado como lento e ineficiente, foi a base que fez o investimento público mais que duplicar, passando de R$ 49,5 bilhões, em 1995, e R$ 42,6 bilhões, em 2003, para mais de R$ 104 bilhões em 2010.
Detalhe: o estudo não inclui os investimentos promovidos pelas empresas estatais. Significa dizer que a taxa de investimento em 2010 deve ter sido substancialmente mais elevada do que o patamar apurado, e que a contribuição do PAC deve ser bem maior do que a analisada pelo estudo.
Portanto, essa foi a verdadeira farra do governo Lula, não só em 2010, mas ao longo de todo o seu governo: ter aumentado substancialmente o investimento, contribuindo para reverter os impactos da crise internacional de 2009 e sustentando uma trajetória de crescimento econômico que foi decisiva para transformar o Brasil na 6ª maior economia do mundo, com perspectiva de se tornar a 5ª maior entre 2015 e 2020.
Antonio Lassance é pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e professor de Ciência Política
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A maioria dos que criticam Lula, o fazem por inveja. Muita gente não aceita, nem que a “Vaca tussa”, o sucesso de um nordestino, “semianalfabeto”, operário sem curso superior. Pra certas pessoas isto é um verdadeiro acinte, uma verdadeira blasfêmia. Pobres coitados! Terão que engolir pelo resto da vida, aquilo que eles chamam de imponderável.
Não se deve confundir cultura com inteligência.Tivemos presidentes Sociólogo, Engenheiro,médico, advogado e etc.Essa gama nada fez pelo Brasil. De repente, surge um torneiro mecânico lá do fundo de uma indústria, e tira 41% dos brasileiros da linha da miséria. Isso é inteligência.
A uma simples leitura, por mais néscio que alguém seja em Pesquisa e Ciência política, percebe-se que do somatório de 15 anos, chega-se a mais de 92 bilhões. Assim, na realidade os decantados R$ 104 bilhões, não significam nada mais que pouco mais de R$ 10 bilhões, o equivalente a um viés de 10%, que divididos por 15 anos, representaria nada além do que mais de 0,5%. Então onde está o salto, se sequer pulo do gato houve, a não ser uma lenta e gradual ascendência para setenta e cinco por cento do transcurso de nada menos que duas décadas!!!
O Brasil. na decada de 30, precisou do Estado Novo do Getulio para acabar com uma parte dos barões e coroneis que dominavam o pais com despotismo gritante e com imposições de suas gangues de jagunços que impunham suas ordens a bala e da dobradinha café com leite que se alternava no poder. Houve um surto de desenvolvimento e crescimento social e se hoje temos leis que regem o trabalho e a parceria do capital/trabalho devemos a essa transição. Regime totalitarista, mas necessário. Na éra FHC estavamos pagando a conta dos desmandos economicos que advieram e continuaram e o ajuste economico custou ao pais o exodo brasileiros para o exterior em busca de condições de sobrevivencia, pelas consequencias nefastas do preço pago pelo povo pelos desvairos administrativos. O Lula mudou esse panorama e deu inicio a libertação dos garrotes que nos prendem ao neo colonialismo economico e a busca de uma mudança das oligarquias que continuam no dominio do pais. Hove erros de parceiros seus sim, mas despresiveis em comparação com a praga dos sangue sugas que temos nos 3 poderes, estados e municipios e que la se perpetuam em alternancia de cadeiras cativas e hereditárias. Tirem essas pragas do caminho e certamente vamos ter um pais melhor pois a mudança de direção foi dada sem derramamento de sangue, matanças, e todo congenere com que esse tipo de poder sempre causa. O mundo vive uma crise de ganancia exacerbada e de concentração de renda em minorias e o Brasil vem conseguindo mudar esses rumos, em que pesem as influencias internacionais. Recordemos que o Getulio veio pela crise economica dos EUA de 1929 e no momento estamos passando a turbulencia gerada pelos USA em 2008. Olhemos o panorama do mundo, principalmente dos ditos ricos e milenares e analizemos com bom senso as diferenças. Enquanto eles passam pelo que nos ja passamos, nos estamos andando em direção oposta sem necessidade de totalitarismo. Se tivermos que higienizar nossos meios politicos todos vamos precisar de campos de concentração pois o sistema carcerario não comporta 1 % , aliado ao fato de que o pais se torna ingovernavel totalmente. Melhor não nos precipitarmos em criticas personalistas e refletirmos a forma de mudar esse cancro do nósso pais, de forma pacifica e construrtiva, pois nos é que iremos pagar as contas de precipitações.
Já não se faz necessário que alguem diga mais alguma coisa para traduzir o Brasil do presente como sinônimo da “era Lula”.
Mesmo que não saibam sequer explicar o “como ou o porquê”, até o mais ingênuo cidadão brasileiro sabe dizer a diferença prática entre o “antes” e o “agora”. Palavras como “emprego”, “renda”, “prouni, bolsa família, crédito, casa, são tão expressivas quanto as mais sábias palavras de técnicos, acadêmicos e entendidos das verdadeiras Ciências Políticas e Econômicas no planeta inteiro.
Contra fatos não existem argumentos, temos um caixa de trezentos e cinquenta bilhões, contra menos de trinta na “ERA” FHC. O que vocês querem mais? comentaristas economicos e técnico de fuebol é o que não falta nese país, muitos deveriam ser conratados todos pela CBN, parece que torcem contra, ou não estão acreditando no nosso desenvolvimento. Ninguém é obrigado a gostar daquilo que está certo. O pior cego é aquele que não quer ver.