A luta contra o ventre da barbárie capitalista
15/11/2011 22:11, Por Gilson Caroni Filho - do Rio de Janeiro
Liga Árabe suspende a Síria; Israel, com o apoio dos EUA, se prepara para atacar o Irã; consórcio franco-alemão toma o poder na Grécia e ameaça soberania italiana; corporações midiáticas censuram repressão policial aos movimentos sociais nos EUA. Com o arsenal nuclear existente, uma escalada militar global terá consequências imprevisíveis. Mais uma vez o mercado se aproxima do ventre que pariu a Besta. Os primeiros dias de novembro acenam para um perigoso redesenho do cenário internacional.
O roteiro, de tão açodado, não deixa qualquer espaço para dúvidas quanto aos reais interesses que movem as marionetes do teatro macabro. O relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) contendo acusações contra o governo foi divulgado um dia antes de a imprensa inglesa anunciar que o governo de Benjamin Netanyahu planeja uma ampla ofensiva contra as instalações iranianas. Estados Unidos e União Européia prontamente defenderam a adoção de medidas adicionais. São muitas as variáveis em jogo, mas há dados conjunturais que não podemos ignorar.
Em primeiro lugar, é preciso voltar no tempo, para entender o xadrez geopolítico no Oriente Médio. É fundamental reconhecer os motivos que levariam o governo israelense, respaldado pelo imperialismo norte-americano na região, a jogar todo o seu peso em uma aventura bélica de alto risco. E estes motivos só podem ser encontrados na derrota dos EUA na revolução iraniana e, principalmente, na derrocada militar do seu então representante, o Iraque, frente às massas iranianas imbuídas (apesar dos desvios da direção islâmica) de uma proposta anti-imperialista. Passados tantos anos, é plausível trabalharmos com essa hipótese? A resposta é afirmativa.
Se, na época, a derrota não veio sozinha, mas sim juntamente com um ascenso dos trabalhadores na região, que passava pelo surgimento do movimento Paz Agora em Israel – primeiro movimento de massa israelense a questionar a própria essência do Estado de Israel como um “estado policial” dos EUA – o fato que atualiza o quebra-cabeças foi a bem sucedida ofensiva diplomática do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abbas, pedindo ao Conselho de Segurança o reconhecimento de um Estado independente. Somando-se a isso a adesão da Palestina como membro pleno da Unesco, as reações foram imediatas: os Estados Unidos suspenderam seu apoio financeiro à entidade. E Israel, sabotando qualquer possibilidade de paz, acelerou o processo de colonização em Jerusalém Oriental.
A perspectiva de isolamento, ainda que conte com o apoio incondicional dos principais países da União Européia, levou os ianques e seus títeres a organizarem uma aventura ousada e perigosa que, se levada a cabo, contará com o apoio do Partido Trabalhista, de “oposição”, em Israel. O alcance desta operação, com toda sorte de atrocidades que comporta, liberará forças que dividirão mais ainda a própria sociedade israelense e a comunidade judaica em geral.
Os ensaios fascistas, que se alastram perigosamente em escala mundial, precisam ser detidos e só serão evitados com o movimento de protesto de milhões de pessoas e governos progressistas, unidos com um único objetivo: banir as guerras, banir as armas de extermínio, impondo, pela força dos povos, a paz e o desarmamento. A luta contra o ventre que pariu inúmeras Bestas é cada vez mais um confronto contra a lógica capitalista.
Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista de Carta Maior e colaborador do Correio do Brasil e do Jornal do Brasil.
Matérias Relacionadas:
- Seminário discute luta contra aids, tuberculose e malária
- AAA 26 de Agosto de 2011 – 22h01 Urariano Mota: Gregório Bezerra, sua luta, sua glória


Ate quando os EUA vai impor sua politica genocida? Está debilitado econômico-financeiramente, mas ainda pode usar seus vassalos , como Israel e alguns governos servis da Europa como instrumento das suas agressões.
Nada para acrescentar ao que disse o Prof.Caroni Filho, pela clareza absoluta. Mas gostaria de saber, professor, como fica o Brasil? Estamos preparados para enfrentar o apocalipse? Nossas forças armadas têm condições de defender o país? O governo de Dilma é forte e ideológicamente preparado para enfrentar as bestas? Eles planejam sair da crise através da guerra, como sempre fizeram, basta ver a 2a.guerra mundial que foi uma luta pela hegemonia econômica e política. Estamos praticando uma política externa coerente e defensiva? Gostaríamos de ouvir sua opinião abalisada.
Gilson meu caro, acho que houve um pequeno equivoco no texto ” o governo de Benjamin Netanyahu planeja uma ampla ofensiva contra as instalações israelenses, ou contra Iranianos?
OS EUA CONTINUA A IMPPLANTAR ESTA POLITICA AMBICIOSA QUE SUBJUGA O MUNDO. MESMO QUE A CRISE ECONOMICA QUE ENFRENTA ,NAO CONSEGUE CONVENCER-SE QUE A PAZ NO MUNDO TORNA-SE A CADA DIA FUNDAMENTAL.. PAISES COMO ISRAEL JA TÃO PERSEGUIDOS NUM PASSADO DEVERIAM UNIR-SE AOS QUE DESEJAM A PAZ NAO AOS QUE PROCLAMAM AS GUERRAS. SE ACHAM SOBERANOS POR QUE;…. SO DEUS O ~E. ABSURDO, CRUEL E DESUMANO ESTA GUERRA PELO PODER.
Tô começando dar razão para Hitller. O povo Judeu está fazendo pior com os palestino do que os Alemães fizeram com eles. Agora querem invadir o Irã com o apoio do ant-cristo e besta do apocalipso, EUA.
Não acredito que seja necessário um texto pessimista e obscuro como esse, meu caro professor de sociologia Gilson, se existem soluções para tais fatos/problemas muito mais simples e inteligente, e nem de Hitllers, meu caro Vicente Vasconcelos, se: o pensamento e a reflexão fossem possibilitados principalmente pela filosofia, não excluindo disciplinas como a sociologia, dentre outras, para que pudéssemos minar de maneira simples o poder de países, empresas capitalistas, etc., que lucram com a ameaça da barbárie. Se viabilizássemos uma ideia como: os internautas do mundo todo começassem um movimento convocando a galera do planeta a não consumir nada, nem de empresa nem de países que colaboram para a destruição do planeta, com produção de armas, etc., e nem as (mercadorias, objetos,. remédios, etc.) que fossem fabricadas/produzidas por países que vivem do saque dos outros e que ganham com guerras, e por aí vai; o que poderia acontecer? Se essa mesma galera também incentivasse a todo mundo aprender a votar para não eleger políticos e viabilizar partidos que são financiados/pagos por essas mesmas empresas (fabricantes de armas, que falsificam pesquisas, corrompem tudo, etc.) e desses países que se dizem poderosos, que utilizam-se desses partidos/políticos no mundo todo para massacrarem a humanidade, o que poderia acontecer? E se a galera de todo mundo aderisse a essas simples ideias será que poderia haver uma mudança geral em tudo? Se os internautas do mundo todo começasse a divulgar que tais empresas e países opressores, poluidores, estimuladores de guerras, invasões, etc., estariam destruindo o planeta e ameaçando seriamente a vida humana, o que poderá ocorrer? Ou seja, não deveríamos sair desse foco pessimista e alimentador da barbárie, para inovações, novidades simples, porém eficazes? Precisamos de intelectuais obscuros e pessimistas, para isso, ou de internautas pensadores e capazes de mobilizar toda a galera do planeta? Vamos começar a pensar e agir para observarmos o efeito …
Israel ameaçou o Irã porque é ameaçada de extinção todos os dias desde que se tornou um estado. Os povos árabes e seus governos já declararam sistemáticamente que seu objetivo final é a aniquilação total de Israel e a submissão à força dos povos ocidentais ao Islã. Isso se chama genocídio em larga escala. Ninguém em sua sã consciência vai deixar de se defender quando ameaçam a ele e aos seus familiares. Esse ódio profundo dos árabes contra Israel tem raízes espirituais e é comandado por Satanás. O Islã é uma religião satânica que não aceita a liberdade religiosa, política, de expressão e de imprensa. É uma religião de imposição, e onde governa só traz escravidão, destruição e morte.
Me indigna com os comentários acima, inclusive o artigo do Prof. Gilson, trata-se da crítica pela crítica, não se posicionando se apoiam a continuidade do desenvolvimento armamentista nuclear no mundo ou se são a favor da redução do poder bélico nuclear das nações? Lembro que a decisão do mundo foi pela redução do poder bélico, o que vem sendo feito ao longo dos anos com sucesso. Vocês sabem como é realizado o monitoramento e controle para garantir a redução e inibir o desenvolvimento nuclear para fins militares? Conhecem a seriedade dos processos e das pessoas envolvidas neste trabalho?
Sou contra qualquer tipo de luta armada, acredito que a conquista através da negociação sempre foi e sempre será o melhor caminho, contudo no meu ponto de vista, a continuidade do programa de desarmamento nuclear é uma questão inegociável e deve ser defentida a qualquer custo.
Agora se existem razões para acreditar que todos estes profissionais e técnicos do mais alto nível estão equivocados, sugiro que registrem quais são estas evidências e não fiquem levantando hipóteses sem fundamento.
Me indigna os comentários acima, trata-se da crítica pela crítica, não se posicionando se apoiam a continuidade do desenvolvimento armamentista nuclear no mundo ou se são a favor da redução do poder bélico nuclear das nações. Lembro que a decisão do mundo foi pela redução do poder bélico, o que vem sendo feito ao longo dos anos com sucesso.
Vocês sabem como é realizado o monitoramento e controle para garantir a redução e inibir o desenvolvimento nuclear para fins militares? Conhecem a seriedade dos processos e das pessoas envolvidas neste trabalho?
Sou contra qualquer tipo de luta armada, acredito que a conquista através da negociação sempre foi e sempre será o melhor caminho, contudo no meu ponto de vista, a continuidade do programa de desarmamento nuclear é uma questão inegociável e deve ser defentida a qualquer custo.
Agora se existem razões para acreditar que os profissionais e técnicos de diversas nações estão equivocados em suas análises, sugiro que registrem as evidências e não levantem hipóteses sem fundamento algum.
É sr paulo cezar “me dizes com quem andas que eu te direi quem és” ?
Então, por quê Israel não para de avançar suas divisas confrontando seus vizinhos em sinal de que realmente é um governo á favor da Paz???
Na verdade, é como um pai que diz que ama os seus filhos (povo) mas que compra brigas e conflitos futuros para eles.
Que textinho esquerdopata mais vagabundo (a redundância foi de propósito!). O tal professor, autor do textinho, é alienado e tenho pena de seus alunos.
tô pasmo, uns defendem israel, outro cita hitler outros perguntam sobre brasil.não esquecer que israel foi criado para dividir, e não somar,! que tem mais de cem ogivas nucleares,que quer continuar anexando territórios palestinos, que continua sendo o alfinete americano no oriente médio isso,.todo mundo deveria ter o direito de ter bombinha nuclear, só assim, teria sua integridade respeitada, e não precisaria de escoteiros do mundo para defende-lo. quanto a pergunta se o brasil teria capacidade para defender-se de possíveis invasões por parte de uma potencia qualquer, não! pois como os demais países pobres em armas atômicas seria facilmente ocupado, para tanto, de acordo com o general heleno, as forças armadas do pais, estão sucateadas. para ser respeitado na ótica dos poderosos, tem que ter poder de rechaçar. obs: as possíveis bolas da vez: iran,síria, venezuela, e quem sabe no futuro (brazil ).
Até o presidente da França e do próprio EEUU não aguentam mais o primeiro ministro de Israel, imagine eu…